IFSC lamenta falecimento do professor Fernando Claudio Guesser

Falecimento do professor Fernando Claudio Guesser, vítima de infarto, deixando impacto na comunidade acadêmica do IFSC Joinville.
A Lua como o oitavo continente — uma mudança de perspectiva fundamental
Fernando Claudio Guesser descrevia assim sua visão sobre o futuro da exploração espacial e da sustentabilidade humana.

Na manhã de uma segunda-feira de junho, o IFSC Joinville perdeu o professor Fernando Claudio Guesser, docente de Física há quinze anos na instituição, vítima de infarto. Sua trajetória reunia sala de aula, laboratórios e projetos que levavam a ciência para além dos muros do câmpus — da Olimpíada Brasileira de Astronomia a uma maquete do sistema solar instalada na biblioteca. A morte de um educador que via na exploração do cosmos um caminho para a sustentabilidade humana deixa um silêncio que nenhum decreto de luto consegue preencher por completo.

  • A notícia do infarto fatal chegou na manhã de segunda-feira e interrompeu abruptamente a rotina de um câmpus que contava com Fernando há quinze anos.
  • Estudantes de Engenharia Mecânica, Elétrica e dos cursos técnicos integrados perderam de uma vez o professor que conduzia suas aulas de Física e coordenava projetos científicos de extensão.
  • O câmpus Joinville decretou luto oficial de três dias, suspendendo aulas e atividades administrativas a partir das 12h30 do próprio dia do falecimento.
  • A comunidade acadêmica aguarda informações sobre velório e sepultamento enquanto assimila a ausência de quem transformava a ciência em ferramenta de vida.
  • O legado imediato — a maquete do sistema solar na biblioteca, inaugurada meses antes — permanece como símbolo concreto de um educador que acreditava que o futuro da humanidade passava por olhar para o céu.

Na manhã de 15 de junho, o câmpus Joinville do IFSC recebeu a notícia do falecimento do professor Fernando Claudio Guesser, vítima de infarto. Ele tinha quinze anos de casa.

Formado em Física pela Universidade do Estado de Santa Catarina em 2006 e mestre pela mesma instituição dois anos depois, Fernando chegou ao IFSC em janeiro de 2011. Lecionava para os cursos técnicos de Mecânica e Eletroeletrônica e para os programas superiores de Engenharia Mecânica e Engenharia Elétrica. Mas seu trabalho ia além das aulas convencionais: organizava a Feira de Ciências durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, articulava a participação de estudantes na Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astrofísica e promovia a divulgação da ciência espacial.

Seu último grande projeto foi a maquete do sistema solar instalada na biblioteca do câmpus, inaugurada em dezembro do ano anterior. Neste ano, havia atuado como consultor para uma série institucional sobre exploração lunar, afirmando que a humanidade em breve passaria a enxergar a Lua como um continente — perspectiva que considerava essencial para a evolução da espécie e para a sustentabilidade do planeta.

Em resposta ao luto, o câmpus decretou três dias de suspensão de aulas e atividades administrativas, com condolências oficiais endereçadas à família e a todos que trabalharam ao lado de Fernando. Os detalhes do velório e sepultamento seriam divulgados conforme a família confirmasse. O que a instituição já deixou claro é que Fernando não deixava apenas conhecimento transmitido — deixava vidas transformadas pelo encontro com um educador que acreditava que o futuro da humanidade passava por olhar para o céu.

Na manhã de segunda-feira, 15 de junho, o câmpus Joinville do Instituto Federal de Santa Catarina recebeu a notícia que interromperia o ritmo da semana: o professor Fernando Claudio Guesser havia morrido vítima de infarto. Ele tinha 15 anos de casa.

Fernando chegou ao IFSC em janeiro de 2011, trazendo consigo uma formação sólida em Física — graduação pela Universidade do Estado de Santa Catarina em 2006, mestrado pela mesma instituição dois anos depois. Desde então, ocupou a sala de aula e os laboratórios do câmpus, lecionando para os cursos técnicos integrados em Mecânica e Eletroeletrônica, além dos programas superiores de Engenharia Mecânica e Engenharia Elétrica. Seu trabalho transcendia as aulas convencionais.

Fora das salas, Fernando dedicava-se a projetos que ampliavam o alcance da educação científica. Organizava a Feira de Ciências durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, articulava a participação de estudantes na Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astrofísica, e promovia a divulgação da ciência espacial. Seu último grande empreendimento foi a maquete do sistema solar instalada na biblioteca do câmpus, fruto do projeto "Explorando o Cosmos: construindo conhecimento na Biblioteca do IFSC", inaugurado em dezembro do ano anterior. Neste ano, havia atuado como consultor para uma série de conteúdo institucional sobre as possibilidades da exploração lunar, onde afirmou que a humanidade em breve passaria a enxergar a Lua como um continente — uma perspectiva que ele via como fundamental para a evolução da espécie e para a sustentabilidade do planeta.

A instituição respondeu ao luto com formalidade e respeito. O câmpus Joinville decretou três dias de luto oficial, suspendendo aulas e atividades administrativas a partir das 12h30 daquele mesmo dia até as 12h30 de terça-feira. Não haveria aulas na tarde e noite de segunda, nem na manhã de terça. A comunidade acadêmica — estudantes, colegas, funcionários — recebeu as condolências oficiais da direção, endereçadas à família, aos amigos e aos que trabalharam ao lado de Fernando.

Os detalhes do velório e do sepultamento seriam informados conforme a família confirmasse. Mas a instituição já havia deixado claro o que Fernando deixava para trás: não apenas conhecimento transmitido em aulas, mas vidas transformadas pelo encontro com um educador que enxergava a ciência como ferramenta de transformação — e que acreditava que o futuro da humanidade passava por olhar para o céu.

Em um futuro próximo, passaremos a ver a Lua como o oitavo continente da Terra. Essa mudança de perspectiva é um passo fundamental para a evolução da nossa espécie e para a sustentabilidade do nosso planeta.
— Professor Fernando Claudio Guesser, em consulta para o IFSC Verifica em 2026
The Hearth Conversation Another angle on the story
Inventor

Por que um professor de Física em um instituto técnico merecia uma nota de pesar tão formal da instituição?

Model

Porque Fernando não era apenas alguém que lecionava equações. Ele construía projetos que conectavam estudantes com a ciência real — olimpíadas, feiras, uma maquete do sistema solar na biblioteca. Isso marca pessoas.

Inventor

A maquete do sistema solar parece um detalhe pequeno. Por que mencioná-lo?

Model

Não é pequeno. É concreto. Significa que Fernando pensava em como fazer a ciência espacial tocar as mãos e os olhos dos alunos. Aquela maquete vai continuar lá, e cada pessoa que passar por ela vai lembrar que alguém acreditou que isso importava.

Inventor

Ele disse algo sobre a Lua ser um continente. Isso soa como uma visão pessoal dele?

Model

Sim, mas não era apenas poesia. Era uma forma de reposicionar como pensamos sobre recursos, sustentabilidade, futuro. Fernando estava tentando mudar a perspectiva das pessoas — não só ensiná-las Física, mas fazê-las sonhar diferente.

Inventor

O câmpus suspendeu aulas por três dias. Isso é comum quando um professor morre?

Model

Não é automático. Significa que a instituição reconheceu que Fernando era estrutural — não substituível por um plano de aula. Seu impacto era grande o suficiente para que o câmpus inteiro parasse.

Inventor

O que fica para trás?

Model

Estudantes que participaram de olimpíadas porque Fernando os mobilizou. Uma biblioteca com uma maquete que continua ensinando. E a ideia de que a Lua é um continente — uma mudança de perspectiva que ele plantou em quem o ouviu.

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