Desde o século XIX, Machado de Assis já havia retratado o cidadão brasileiro comum como alguém preso entre forças que não controla nem compreende — e essa condição, argumenta o colunista, permanece intacta. A República proclamada como promessa de ordem e progresso revelou-se, ao longo de mais de um século, uma farsa institucional: ministros sem accountability, um Supremo Tribunal Federal acusado de agir fora da lei, e uma corrupção de caráter que atravessa regimes, ideologias e eras tecnológicas. O Brasil de hoje, na leitura do autor, é o mesmo Brasil de Custódio — um país onde o cidadão não s