Quando a seca extrema obriga um rio a recuar, ele se torna, involuntariamente, um arqueólogo. No leito exposto do Danúbio, perto de Ruse, na Bulgária, um morador encontrou ossos de mamute-lanoso — criaturas extintas há milênios — revelados não por escavações científicas, mas pelo calor e pela ausência de chuvas que assolam a Europa desde a primavera. A descoberta nos lembra que o tempo não apaga o passado: apenas o encobre, à espera das condições certas para que ele volte à superfície.