Nikolas Ferreira e Lucas Pavanato batem recorde histórico de votos para deputado federal

Praticamente dobraram os recordes anteriores, redefinindo o que é possível
Pavanato e Nikolas superaram votações históricas de Eduardo Bolsonaro e Enéas Carneiro em uma única eleição.
Mark

Como é possível que dois deputados recebam quase 3 milhões de votos cada? Isso não parece desproporcional?

Mimi

Não quando você considera que São Paulo e Minas Gerais são os dois Estados mais populosos do Brasil. Cada um elege dezenas de deputados federais. A votação é concentrada em cada Estado, não nacional.

Luke

Mas mesmo assim — Pavanato recebeu 95% das urnas apuradas, Nikolas 84%. Esses números vão mudar quando tudo for contabilizado?

Mimi

É possível, mas provavelmente não de forma dramática. A tendência em apurações parciais é que os percentuais se estabilizem.

Mark

E por que esses dois especificamente? O que têm em comum?

Mimi

Ambos são jovens, ambos construíram presença forte em redes sociais antes de entrar na política, e ambos falam para um público de direita que está muito ativo digitalmente.

Luke

Mas o crescimento de Nikolas é particularmente notável — ele dobrou os votos de 2022. Sabemos por quê? Mudança de contexto político, crescimento orgânico da audiência, ou algo específico que ele fez?

Mimi

O material não detalha isso. Sabemos que seus seguidores no Instagram cresceram seis vezes, mas não está claro se isso causou o crescimento de votos ou se foi consequência.

Mark

E Pavanato em primeira candidatura federal — isso é comum?

Luke

Não. Geralmente há uma progressão: vereador, depois deputado estadual, depois federal. Pular direto de vereador para deputado federal com quase 3 milhões de votos é extraordinário.

Mimi

E ele já havia sido o vereador mais votado de São Paulo em 2024, então tinha base construída.

Mark

Isso muda algo para a próxima legislatura?

Luke

Dois dos deputados mais votados da história operando juntos no mesmo partido, ambos com forte presença digital — sim, muda. Mas o material não diz como isso vai se traduzir em poder ou influência dentro da Câmara.

  • Pavanato e Nikolas ultrapassaram com folga o recorde anterior de Eduardo Bolsonaro — 1,84 milhão em 2018 — tornando a marca histórica quase obsoleta em uma única noite.
  • Um youtuber de 28 anos sem experiência federal e um deputado de 30 com 22,3 milhões de seguidores no Instagram protagonizaram uma virada que expõe a força crescente da direita digital brasileira.
  • A votação de Pavanato em primeira candidatura federal — quase 2,9 milhões de votos — é um feito sem paralelo na história da Câmara dos Deputados.
  • Nikolas mais que dobrou sua própria votação de 2022, sugerindo que sua base eleitoral não apenas se manteve, mas se expandiu em ritmo acelerado entre um mandato e outro.
  • O resultado consolida uma nova gramática de campanha no Brasil: presença digital massiva como motor de mobilização eleitoral, substituindo ou superando os canais tradicionais de política.

No encerramento do pleito de 2026, dois jovens deputados do Partido Liberal reescreveram os limites do que a democracia representativa brasileira havia conhecido até então. Lucas Pavanato, de São Paulo, e Nikolas Ferreira, de Minas Gerais, conquistaram cada um cerca de 3 milhões de votos — praticamente dobrando recordes que resistiam há anos. O fenômeno não é apenas eleitoral: é o sinal de uma geração que aprendeu a converter audiência digital em mandato popular, redefinindo os caminhos pelos quais o poder é construído no Brasil.

No domingo que encerrou o pleito de 2026, dois deputados federais do Partido Liberal reescreveram o livro de recordes da representação brasileira. Lucas Pavanato, de São Paulo, e Nikolas Ferreira, de Minas Gerais, conquistaram cada um aproximadamente 3 milhões de votos em seus estados — tornando-se os parlamentares mais votados que o país já elegeu.

O feito ganha dimensão quando posto diante da história. Eduardo Bolsonaro, que ocupava o topo da lista, havia recebido 1,84 milhão de votos em 2018. Antes dele, Enéas Carneiro marcou 1,57 milhão em 2002. Pavanato e Ferreira não apenas superaram esses números: praticamente os dobraram.

Pavanato chegou à disputa federal aos 28 anos, vindo do YouTube e do ativismo de direita. Sua entrada na política havia sido em 2024, como vereador em São Paulo com 161 mil votos. Desta vez, em sua primeira candidatura à Câmara, recebeu 2.889.845 votos. Nikolas, aos 30 anos, já era deputado e já havia estabelecido recorde em 2022 com 1,49 milhão de votos. Na reeleição, mais que dobrou esse número, chegando a 2.832.728 votos em Minas Gerais.

O que une os dois é a trajetória digital. Ambos construíram suas carreiras como influenciadores antes de se tornarem parlamentares. Nikolas, em particular, possui 22,3 milhões de seguidores no Instagram — mais de seis vezes o que tinha em 2022. Essa audiência reflete e provavelmente alimentou o crescimento de seus votos.

O resultado de domingo não é apenas um recorde numérico. É um indicador de como a política eleitoral está sendo disputada e vencida no Brasil contemporâneo, com a próxima legislatura recebendo dois de seus membros mais votados a partir de uma base de força que não tem precedentes na história do país.

No domingo que encerrou o pleito de 2026, dois deputados federais da mesma legenda reescreveram o livro de recordes da representação brasileira. Lucas Pavanato, de São Paulo, e Nikolas Ferreira, de Minas Gerais, ambos filiados ao Partido Liberal, conquistaram cada um aproximadamente 3 milhões de votos em seus respectivos Estados, tornando-se os parlamentares mais votados que o país já elegeu.

O feito é monumental quando colocado contra a história. Eduardo Bolsonaro, que até então ocupava o topo dessa lista, recebeu 1,84 milhão de votos em 2018. Antes dele, Enéas Carneiro, do antigo Prona, havia marcado 1,57 milhão em 2002. Pavanato e Ferreira não apenas ultrapassaram esses números — praticamente os dobraram, redefinindo o que é possível em termos de mobilização eleitoral em um único Estado.

Pavanato, aos 28 anos, chegou a essa eleição como youtuber e ativista de direita sem experiência anterior em cargo federal. Sua trajetória política começou em 2024, quando se elegeu vereador na capital paulista com 161 mil votos, já marcando presença entre os mais votados daquele pleito municipal. Desta vez, em sua primeira disputa por uma das 70 cadeiras que São Paulo ocupa na Câmara dos Deputados, o jovem recebeu 2.889.845 votos, com 95,15% das urnas apuradas. A votação expressiva em primeira candidatura federal é rara na política brasileira.

Nikolas, aos 30 anos, seguiu caminho distinto. Já era deputado federal e já havia estabelecido recorde em 2022, quando conquistou 1,49 milhão de votos — na época, o terceiro maior da história. Desta vez, buscando reeleição, mais que dobrou sua votação anterior. Em Minas Gerais, recebeu 2.832.728 votos, com 84,45% das urnas apuradas. O crescimento exponencial de um mandato para o outro sugere consolidação de uma base eleitoral que se expande rapidamente.

O que une os dois é mais do que a legenda ou o recorde. Ambos construíram suas carreiras políticas com força nos meios digitais, operando como influenciadores antes de se tornarem parlamentares. Nikolas, em particular, transformou sua presença online em ferramenta política de alcance extraordinário. Sua conta no Instagram conta com 22,3 milhões de seguidores — mais de seis vezes o número que possuía em 2022. Essa expansão de audiência digital reflete e, provavelmente, alimentou o crescimento de seus votos.

Os dois representam uma ala jovem e digitalmente nativa da direita brasileira, com capacidade de mobilização que transcende os canais tradicionais de campanha. O resultado de domingo não é apenas um recorde numérico; é um indicador de como a política eleitoral está sendo disputada e vencida no Brasil contemporâneo. A próxima legislatura terá dois dos seus membros mais votados operando a partir dessa base de força digital e de uma votação que não tem precedentes na história do país.

Ambos conquistaram quase 3 milhões de votos cada, em seus respectivos Estados, tornando-se os dois deputados federais mais votados da história do país
— Resultado eleitoral de 2026
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