Nikolas e Pavanato superam recorde histórico de Eduardo Bolsonaro para deputado

Dois deputados bolsonaristas quebraram um recorde de oito anos
Nikolas Ferreira e Lucas Pavanato ultrapassaram a votação histórica de Eduardo Bolsonaro em 2018.
Mark

Por que esses números de votação importam tanto? É só um recorde de popularidade?

Mimi

Não é apenas sobre popularidade. Esses números refletem a capacidade de mobilização política e a força de um candidato em seu estado. Quando alguém recebe 2,7 milhões de votos, está demonstrando uma penetração eleitoral extraordinária.

Luke

Mas precisamos ser precisos: esses são números parciais. Com 88% apurado em São Paulo e 80% em Minas, ainda há margem para variação. Os totais finais podem ser ligeiramente diferentes.

Mark

Entendi. E por que Eduardo Bolsonaro manteve esse recorde por tanto tempo? Oito anos é bastante.

Mimi

Eduardo se elegeu em 2018 em um contexto de grande mobilização bolsonarista, logo após a eleição de Jair Bolsonaro à presidência. Aquele momento tinha uma energia política particular. Que agora dois candidatos do mesmo partido superem isso em 2026 sugere que essa base eleitoral se mantém forte.

Luke

Ou que o eleitorado em São Paulo e Minas Gerais está particularmente mobilizado em 2026. Não podemos afirmar que é continuidade do bolsonarismo sem mais contexto sobre quem votou em quem e por quê.

Mark

Nikolas já tinha uma votação expressiva em 2022. Isso é crescimento ou consolidação?

Mimi

É crescimento real. Ele saiu de 1,4 milhão em 2022 para 2,6 milhões em 2026. Quase dobrou sua votação em quatro anos, o que é significativo.

Luke

Verdade, mas também precisamos lembrar que o tamanho do eleitorado pode ter mudado, a participação pode ter variado. O crescimento em números absolutos não nos diz automaticamente que sua base se expandiu proporcionalmente.

Mark

E Enéas Carneiro? Como ele fica nessa história?

Mimi

Enéas fica como uma figura histórica importante. Ele estabeleceu um recorde em 2002 que durou dezesseis anos. Agora está sendo deixado para trás por uma margem considerável, o que mostra como a política eleitoral brasileira mudou.

  • Com apuração ainda incompleta, Pavanato já somava 2,7 milhões de votos em SP e Nikolas 2,6 milhões em MG — ambos acima do recorde de 1,8 milhão de Eduardo Bolsonaro em 2018.
  • O recorde anterior havia resistido por oito anos e era visto como referência quase inalcançável nas eleições proporcionais do país.
  • Nikolas já havia sido o mais votado em 2022 com 1,49 milhão de votos — em 2026, quase dobrou esse número, sinalizando uma expansão expressiva de sua base eleitoral.
  • Com 20% das urnas ainda por apurar em MG e 12% em SP, os totais finais de ambos os candidatos ainda podiam crescer, tornando os recordes ainda mais distantes para futuros concorrentes.
  • O resultado consolida o bolsonarismo como força dominante nas eleições proporcionais, empurrando para a história os marcos de Enéas Carneiro (2002) e Eduardo Bolsonaro (2018) em uma única noite.

Na noite de 5 de outubro de 2026, enquanto as urnas ainda contavam seus votos em Minas Gerais e São Paulo, dois nomes reescreveram a história das eleições proporcionais brasileiras. Nikolas Ferreira e Lucas Pavanato, ambos do PL, ultrapassaram com folga o recorde que Eduardo Bolsonaro carregava desde 2018 — um marco que, antes dele, pertencera a Enéas Carneiro por dezesseis anos. O fenômeno revela não apenas a força individual de dois políticos, mas o peso crescente de um eleitorado que encontra, nas urnas, sua forma mais contundente de expressão.

Na noite de 5 de outubro de 2026, com as urnas ainda em apuração, dois deputados do PL apagaram um recorde que durava oito anos. Lucas Pavanato, concorrendo por São Paulo, acumulava 2,7 milhões de votos com 88% computados. Nikolas Ferreira, em Minas Gerais, somava 2,6 milhões com 80% apurados. Ambos já haviam ultrapassado, com larga margem, os 1.843.735 votos que Eduardo Bolsonaro obteve em 2018 — até então, a maior votação da história para deputado federal.

Nikolas não era novato nesse território. Em 2022, havia sido o candidato mais votado do país com 1,49 milhão de votos. Quatro anos depois, quase dobrou esse número. Pavanato, disputando no maior colégio eleitoral do Brasil, aproveitou o peso demográfico de São Paulo para alcançar a liderança parcial da noite.

Antes de Eduardo Bolsonaro, era Enéas Carneiro quem guardava o recorde, com 1.573.642 votos em 2002 — marca que resistiu por dezesseis anos. Agora, em uma única apuração, tanto Enéas quanto Eduardo ficaram para trás. E com urnas ainda abertas, os números de Nikolas e Pavanato podiam crescer ainda mais, abrindo um novo capítulo nas eleições proporcionais brasileiras.

Na noite de 5 de outubro de 2026, enquanto as urnas ainda eram apuradas em Minas Gerais e São Paulo, dois deputados bolsonaristas ultrapassaram um marco que havia permanecido intocado por oito anos. Nikolas Ferreira e Lucas Pavanato, ambos do PL, quebraram o recorde histórico de votação para deputado federal que Eduardo Bolsonaro havia estabelecido em 2018.

O filho do ex-presidente havia recebido 1.843.735 votos quando se elegeu por São Paulo em 2018, um número que se tornou referência nas eleições proporcionais brasileiras. Naquela época, era a maior votação já registrada para a Câmara dos Deputados. Mas em 2026, com a apuração ainda incompleta, Pavanato já contabilizava 2,7 milhões de votos em São Paulo, enquanto Nikolas acumulava 2,6 milhões em Minas Gerais. Os números parciais já deixavam claro que ambos ultrapassariam significativamente a marca anterior.

Nikolas Ferreira não era estreante nessa história de votações expressivas. Em 2022, quando conquistou seu primeiro mandato como deputado federal por Minas Gerais, ele já havia recebido 1.492.047 votos, tornando-se o candidato mais votado daquela eleição. Quatro anos depois, sua votação cresceu consideravelmente, chegando a 2,6 milhões com 80% das urnas apuradas no estado. Pavanato, concorrendo por São Paulo, o maior colégio eleitoral do país, alcançou 2,7 milhões de votos com 88% da apuração computada.

Antes de Eduardo Bolsonaro estabelecer seu recorde em 2018, outro nome marcava presença na história das maiores votações para deputado federal: Enéas Carneiro. Em 2002, o candidato havia recebido 1.573.642 votos, uma cifra que permaneceu como referência por dezesseis anos até ser superada por Eduardo Bolsonaro. Agora, tanto Nikolas quanto Pavanato deixavam Enéas e Eduardo para trás, com votações que ainda poderiam crescer conforme a apuração prosseguisse.

O fato de que as apurações ainda estavam em andamento significava que os totais finais de ambos os candidatos poderiam ser ainda maiores. Com 20% das urnas ainda por apurar em Minas Gerais e 12% em São Paulo, havia espaço para que os números continuassem subindo. Os resultados parciais já indicavam, porém, que o recorde de oito anos havia sido definitivamente superado, marcando um novo capítulo nas eleições proporcionais brasileiras.

Os resultados parciais já ultrapassavam com folga o desempenho alcançado por Eduardo Bolsonaro oito anos antes
— Fonte: Globo
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