Nas eleições de outubro de 2026, dois deputados do mesmo partido reescreveram os limites do que se julgava possível em votações legislativas no Brasil. Nikolas Ferreira, de Minas Gerais, e Lucas Pavanato, de São Paulo, superaram juntos uma marca que resistira por mais de uma década — os 1,84 milhão de votos de Eduardo Bolsonaro em 2014 —, cada um deles ultrapassando os três milhões de votos válidos. O fenômeno levanta questões profundas sobre a natureza da representação política contemporânea e a força gravitacional que certos nomes exercem sobre o eleitorado.
Nikolas e Pavanato batem recorde histórico de deputados mais votados do Brasil
Ambos já bateram os recordes históricos de seus respectivos estados
Como é possível que dois candidatos recebam quase o dobro de votos que o recorde anterior? Isso não parece anormal?
Os números são reais — 3 milhões de votos em cada um deles. Mas você está certo em notar que é uma mudança dramática. Pode refletir tanto maior mobilização eleitoral quanto concentração de voto em candidatos específicos.
Precisamos ser cuidadosos aqui. A apuração ainda não estava completa quando esses números foram divulgados. Estamos falando de 98,57% e 99,87%, não de 100%. Os números finais podem variar ligeiramente.
Verdade. Mas mesmo com essa ressalva, a margem é tão grande que é improvável que mude o resultado geral — ambos já superaram o recorde anterior de forma inequívoca.
E por que isso acontece agora e não antes? O que mudou?
A fonte não explica isso. Sabemos que Nikolas já havia sido o mais votado em 2022, mas com menos votos. Não temos informação sobre o que impulsionou esse crescimento exponencial.
Pode ser crescimento populacional, maior participação eleitoral, ou simplesmente candidatos que conseguiram mobilizar seus eleitores de forma mais eficaz. Mas sim, a reportagem não aprofunda as causas.
E quanto a Pavanato? Ele era vereador antes — como um vereador consegue 3 milhões de votos para deputado?
A fonte confirma que ele era vereador de São Paulo e concorreu como deputado federal. Mas não oferece contexto sobre sua trajetória ou por que conseguiu essa votação expressiva.
Exatamente. Sabemos o número, mas não sabemos a história por trás dele. Pavanato é praticamente um desconhecido nesta reportagem — aparece apenas como o segundo colocado.
Então o que realmente sabemos com certeza?
Que dois candidatos do PL receberam mais votos que qualquer deputado na história brasileira, que ambos superaram o recorde de 2014, e que a apuração ainda não estava 100% completa. Tudo o mais é contexto ou interpretação.
Le Pouls
- Com mais de 3 milhões de votos cada, Ferreira e Pavanato pulverizaram um recorde que parecia intocável por doze anos, dobrando a marca histórica anterior.
- A concentração inédita de votos em dois candidatos da mesma legenda sinaliza uma reconfiguração do poder eleitoral no campo conservador brasileiro.
- Nikolas Ferreira, que já havia sido o mais votado em 2022 com 1,49 milhão de votos, mais que dobrou seu próprio desempenho em apenas quatro anos.
- A apuração ainda incompleta mantém em suspense a questão central: qual dos dois será consagrado o deputado mais votado da história do Brasil.
- Ambos já garantiram recordes estaduais absolutos em Minas Gerais e São Paulo, independentemente do resultado final entre si.
Nas eleições de outubro de 2026, dois deputados do mesmo partido reescreveram os limites do que se julgava possível em votações legislativas no Brasil. Nikolas Ferreira, de Minas Gerais, e Lucas Pavanato, de São Paulo, superaram juntos uma marca que resistira por mais de uma década — os 1,84 milhão de votos de Eduardo Bolsonaro em 2014 —, cada um deles ultrapassando os três milhões de votos válidos. O fenômeno levanta questões profundas sobre a natureza da representação política contemporânea e a força gravitacional que certos nomes exercem sobre o eleitorado.
No domingo, 4 de outubro de 2026, dois deputados do PL reescreveram a história eleitoral brasileira. Nikolas Ferreira, de Minas Gerais, e Lucas Pavanato, de São Paulo, ultrapassaram juntos uma marca que havia permanecido intocada por mais de uma década.
Com quase a totalidade das urnas apuradas, Ferreira acumulava 3.094.237 votos válidos e Pavanato somava 3.034.743 — números que colocam ambos em patamar completamente distinto de qualquer candidato anterior. O recorde que deixaram para trás pertencia a Eduardo Bolsonaro, que em 2014 havia conquistado 1,84 milhão de votos.
O próprio Nikolas já conhecia o topo da votação nacional: em 2022, tornara-se o deputado mais votado daquele pleito com 1.492.047 votos, ainda assim aquém do recorde histórico de Bolsonaro. Desta vez, mais que dobrou seu próprio desempenho de quatro anos antes.
Com urnas ainda sendo contabilizadas em ambos os estados, permanecia em aberto qual dos dois encerraria como o deputado mais votado da história brasileira. O que já estava confirmado era que ambos haviam estabelecido novos recordes estaduais em suas respectivas bases, superando qualquer candidato que houvesse concorrido antes em Minas Gerais ou São Paulo. A confirmação final dependeria dos últimos dados a serem processados pelos tribunais eleitorais.
No domingo, 4 de outubro, dois deputados do PL reescreveram o registro de votação mais expressivo já alcançado por um candidato a cargo legislativo no Brasil. Nikolas Ferreira, representante de Minas Gerais, e Lucas Pavanato, vereador de São Paulo que concorria ao cargo de deputado federal, ultrapassaram juntos uma marca que havia permanecido intocada por mais de uma década.
Com 98,57% das urnas mineiras já contabilizadas, Ferreira acumulava 3.094.237 votos válidos. Pavanato, por sua vez, com 99,87% da apuração paulista concluída, somava 3.034.743 votos. Os números colocam ambos em patamar completamente distinto de qualquer candidato anterior. O recorde que ambos agora deixam para trás pertencia a Eduardo Bolsonaro, que em 2014 havia conquistado 1,84 milhão de votos — uma marca que pareceu intransponível durante os doze anos seguintes.
O próprio Nikolas Ferreira já havia experimentado o topo da votação nacional em 2022, quando se tornou o deputado mais votado daquele pleito com 1.492.047 votos. Ainda assim, aquele resultado ficava aquém do recorde histórico estabelecido por Bolsonaro. Desta vez, ele não apenas superou seu próprio desempenho anterior — mais que dobrou o número de votos que havia recebido quatro anos antes.
A apuração ainda não havia sido finalizada quando os números foram divulgados. Com urnas ainda sendo contabilizadas em ambos os estados, permanecia em aberto qual dos dois — Ferreira ou Pavanato — terminaria como o deputado mais votado da história brasileira. O que já estava confirmado, porém, era que ambos haviam estabelecido novos recordes estaduais em suas respectivas bases eleitorais, superando qualquer candidato que houvesse concorrido antes em Minas Gerais ou São Paulo.
O resultado reflete uma concentração de votos em torno de candidatos específicos que não tem paralelo recente na política eleitoral brasileira. Ambos os deputados eleitos pertencem à mesma legenda, o que aponta para uma dinâmica particular de mobilização de eleitores em torno de nomes e projetos políticos específicos. A confirmação final de qual dos dois encerrará como recordista histórico dependerá dos últimos dados a serem processados pelos tribunais eleitorais.
Citations marquantes
Ainda não é possível cravar qual dos dois, Nikolas ou Pavanato, se consagrará como o deputado mais votado da história— Reportagem da Veja