Em torno de Neymar, o Santos constrói um véu de incerteza que já se tornou método: o craque treina, é relacionado, mas não viaja — e o gramado sintético do Nubank Parque surge como fronteira entre o talento e o risco físico. A resistência do jogador a superfícies artificiais não é capricho, mas uma leitura própria sobre os limites do corpo e da arte do futebol. O clássico contra o Palmeiras acontece sem ele; o contra o Corinthians, em campo natural, aguarda sua presença.