Em tempos em que líderes estrangeiros intervêm abertamente nos assuntos internos do Brasil, o colunista Nelson de Sá convoca dois fantasmas da ditadura militar — Azeredo e Geisel — para iluminar uma contradição incômoda: aqueles que governaram com mão de ferro tinham, ao menos, a soberania nacional como princípio inegociável. A pergunta que fica suspensa não é uma defesa do autoritarismo, mas um convite à reflexão sobre o que significa, para uma democracia, defender sua autonomia diante de pressões geopolíticas sem recorrer às mesmas ferramentas que um dia a sufocaram.