Harp trabalha no Salão Oval, tem assento no Marine One e elabora publicações nas redes sociais do presidente, raramente aparecendo em câmeras mas sempre presente ao seu lado. Críticos questionam sua influência, com senador democrata sugerindo que Trump prefere viajar com ela a trabalhar; defensores destacam sua lealdade inabalável e dedicação extrema.
Natalie Harp: a assessora de Trump que nunca tira folga e fala em seu nome
Ela nunca tira folga, nem mesmo aos domingos.
Por que uma pessoa como Natalie Harp importa tanto? Ela é apenas uma assessora.
Porque ela controla o acesso ao presidente e, mais importante, o tipo de informação que chega até ele. Ela não filtra — ela amplifica o que ele já quer ouvir.
Mas Trump tem uma equipe inteira. Por que ela é diferente?
Porque ela não questiona. Os outros assessores trazem informações verificadas, conselhos que às vezes contradizem o que ele quer. Harp traz conteúdo bruto das redes sociais, vídeos não verificados, coisas que confirmam suas suspeitas sobre o mundo.
Ela realmente acredita no que faz, ou está apenas buscando poder?
Talvez não haja diferença. Ela diz que Trump salvou sua vida com uma lei sobre tratamentos experimentais. Para ela, isso não é transacional — é religioso. Ela o vê como um salvador.
Como os outros na Casa Branca a veem?
Com desconforto. Ela corre atrás do carrinho de golfe dele, esquece de comer, dorme poucas horas. Mesmo em um ambiente de lealdade extrema, isso é demais. Mas ninguém pode criticá-la publicamente.
E quando o senador Ossoff a mencionou?
Virou um escândalo instantâneo. Toda a máquina de Trump se mobilizou para defendê-la. Uma conta oficial do governo atacou a jornalista que fez a pergunta. Isso mostra o quanto ela importa — e o quanto Trump protege quem o protege.
O que acontece quando Trump não estiver mais no poder?
Ninguém sabe. Sua identidade inteira está ligada a ele. Ela não tem carreira política independente, não tem base própria. Ela é apenas a impressora humana de Trump.
Le Pouls
- Natalie Harp, 35 anos, assessora de Trump na Ala Oeste da Casa Branca
- Salário de US$ 150 mil anuais; título duplo de assistente especial e assistente executiva
- Acompanhou Trump em operação de evacuação da Turquia dentro de contêiner de refeições
- Atribui a Trump o mérito de salvá-la com Lei do Direito de Tentar em 2018 para tratamento de câncer ósseo
- Senador democrata Jon Ossoff criticou sua influência em agosto de 2026
Harp trabalha no Salão Oval, tem assento no Marine One e elabora publicações nas redes sociais do presidente, raramente aparecendo em câmeras mas sempre presente ao seu lado. Críticos questionam sua influência, com senador democrata sugerindo que Trump prefere viajar com ela a trabalhar; defensores destacam sua lealdade inabalável e dedicação extrema.
Natalie Harp, assessora de 35 anos de Trump, exerce influência singular na Casa Branca como guardiã de acesso ao presidente, trabalhando sem folgas e comunicando-se com líderes mundiais em seu nome.
Natalie Harp nunca descansa. Nem aos domingos. Ela trabalha dentro do Salão Oval, ocupa um assento permanente no helicóptero presidencial Marine One e redige mensagens que saem em nome do presidente Donald Trump para líderes de outras nações. À noite, fica acordada ao seu lado, ajudando a elaborar os posts que ele publica nas redes sociais. Raramente aparece diante das câmeras, mas está sempre ali — próxima, sorridente, com os olhos fixos nele.
Harp é uma assessora de 35 anos que funciona como a principal guardiã do acesso ao presidente. Seu trabalho explodiu em visibilidade na semana passada quando se revelou que ela foi uma das poucas pessoas autorizada a acompanhá-lo dentro de um contêiner de transporte de refeições durante uma operação de evacuação apressada da Turquia, quando um ataque iraniano foi considerado iminente. Essa proximidade extraordinária com o poder executivo a colocou sob os holofotes de forma inesperada — e controversa.
O senador democrata Jon Ossoff, da Geórgia, atacou a influência dela publicamente, sugerindo que Trump preferia construir um salão de festas e viajar com Harp a fazer seu trabalho como presidente. O comentário desencadeou uma reação feroz entre aliados de Trump. Assessores da Casa Branca, parlamentares republicanos, influenciadores conservadores e membros do gabinete se mobilizaram para defendê-la nas redes sociais. Quando uma repórter da CNN perguntou a Trump sobre as críticas de Ossoff, ele desconversou — mas uma conta oficial do governo atacou a jornalista em termos pessoais, mencionando seus filhos.
O que torna Harp singular é o tipo de informação que ela fornece ao presidente. Ela funciona como uma espécie de filtro invertido, trazendo conteúdo do que ela mesma chama de submundo das redes sociais — material bruto, não verificado, às vezes tóxico. Seus colegas a chamam de "a impressora humana" porque ela carrega uma impressora portátil para entregar documentos e informações ao presidente em papel. Ela lhe mostrou, por exemplo, um vídeo que retratava os Obamas como macacos, que ele depois publicou. Ela oferece a Trump uma visão do mundo exterior que ele sempre desconfiou, e que seus outros assessores frequentemente consideram contraproducente.
Harp cresceu na Califórnia e atribui a Trump o mérito de ter salvado sua vida. Ela sofreu de câncer ósseo e afirma que uma legislação que Trump assinou em 2018 — a Lei do Direito de Tentar — lhe deu acesso a tratamentos experimentais. Em 2019, enquanto contava essa história na Fox News, Trump a notou e a convidou para falar na Convenção Nacional Republicana de 2020. Nos anos seguintes, ela trabalhou como apresentadora da One America News Network, repetindo as afirmações de Trump sobre fraude eleitoral. Em 2022, finalmente entrou para sua equipe oficial, com um salário de 150 mil dólares anuais e um título duplo: assistente especial e assistente executiva do presidente.
No livro "Regime Change", dos repórteres do New York Times Maggie Haberman e Jonathan Swan, Trump é descrito como tendo dito a pessoas próximas que Harp é a única que o ama tanto quanto sua esposa e seus filhos. Todos os outros funcionários, segundo ele, eventualmente sairiam para ganhar dinheiro. Mas Harp nunca o abandonaria. Essa lealdade absoluta — ou o que ela apresenta como tal — é o que a define. Em uma carta ao presidente após uma viagem ao campo de golfe na Escócia, ela pediu desculpas por ter corrido atrás de seu carrinho de golfe e confessou que havia passado dias inteiros esquecendo de comer e dormindo apenas algumas horas por noite. "De todo o meu coração, Natalie", ela escreveu.
Seu irmão, em uma entrevista à CNN em agosto de 2026, revelou que desde os 16 anos ela tinha uma obsessão com presidentes — escrevia cartas para eles, incluindo George W. Bush. Mesmo entre colegas na Ala Oeste, onde a lealdade a Trump é praticamente um requisito, algumas demonstrações de devoção de Harp deixaram as pessoas desconfortáveis. Um documentário sobre a campanha de 2024 chamado "Art of the Surge" a mostra trabalhando intensamente, explicando que nunca gostou de política até ficar doente e descobrir Trump nos debates republicanos. "Esse cara entende", ela diz no filme.
O poder que Trump lhe concede revela muito sobre como ele governa: cercado por informações não filtradas, algumas delas tóxicas, que moldam suas decisões e suas comunicações públicas. Harp acredita — ou afirma acreditar com veemência — que Trump venceu completamente a eleição de 2020, quando Joe Biden foi declarado eleito. Ela nunca tira folga. Ela está sempre ali.
Citations marquantes
Ele foi meu primeiro contato com a política, e eu adorei. Tipo, esse cara entende.— Natalie Harp, em documentário sobre campanha de 2024
Natalie Harp é uma das assessoras mais leais e trabalhadoras da equipe do presidente Trump.— Karoline Leavitt, secretária de imprensa da Casa Branca