A quase cinquenta anos de sua partida, a Voyager 2 continua sua travessia solitária pelo espaço interestelar — aquela fronteira além da qual o vento solar da nossa estrela se dissolve no silêncio cósmico. Em agosto, engenheiros do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA, na Califórnia, encontraram uma forma de adiar o inevitável: reorganizando cada joule disponível nos geradores de plutônio da sonda, garantiram que três instrumentos científicos permaneçam ativos por pelo menos mais um ano. É um gesto humilde diante da imensidão, mas também um testemunho da tenacidade com que a humanidade se re