Nasa divulga vídeo inédito do pouso do Perseverance em Marte

Primeira vez que gravamos um pouso em Marte assim
Michael Watkins, diretor do Laboratório de Propulsão a Jato, sobre o significado histórico do vídeo divulgado.
Mark

Por que esse vídeo é tão importante? Não temos imagens de pousos em Marte há décadas?

Mimi

Temos imagens estáticas, fotos tiradas depois que o robô já estava no chão. Mas nunca tínhamos câmeras apontadas para fora durante o pouso em si — vendo o paraquedas se abrir, o escudo térmico se separar, o guindaste no céu funcionando. É como a diferença entre uma foto de um acidente de carro e um vídeo do impacto.

Mark

E por que Jezero é tão perigoso? Parece apenas uma cratera.

Mimi

Porque foi um lago. Os sedimentos ali podem ter preservado micróbios antigos — se existiram. Mas para chegar lá, o robô tinha que desacelerar de 20 mil quilômetros por hora em sete minutos, em uma atmosfera fina demais para um paraquedas sozinho, mas densa demais para ignorar. É um equilíbrio impossível.

Mark

Então o vídeo é principalmente para ciência, para estudar como melhorar pousos futuros?

Mimi

Sim, mas também é mais que isso. É prova de que conseguimos fazer algo que parecia impossível. Os cientistas dizem que vão estudar esse vídeo por muitos anos. Cada frame conta uma história sobre como a engenharia humana funciona no limite.

Mark

E o Perseverance — ele é apenas um explorador, ou está testando coisas para humanos?

Mimi

Ambas as coisas. Ele procura vida passada em Marte, mas também está convertendo dióxido de carbono em oxigênio. Esse oxigênio poderia sustentar astronautas um dia. O robô é um pioneiro em dois sentidos: descobre o passado e prepara o futuro.

Mark

Há quanto tempo a Nasa não enviava um robô para Marte?

Mimi

O Curiosity chegou em 2012 e ainda está lá. Antes dele, Spirit e Opportunity em 2004. Mas o Perseverance é mais sofisticado — tem 19 câmeras, instrumentos mais avançados. É como comparar um smartphone de hoje com um de dez anos atrás.

  • O vídeo expõe, pela primeira vez na história, cada etapa do pouso mais perigoso já tentado em missão interplanetária — paraquedas, escudo térmico, retrofoguetes e o 'sky crane' descendo o robô por cordas até o solo marciano.
  • A cratera de Jezero, destino escolhido justamente por sua história como antigo lago, representa tanto a maior promessa científica quanto o maior risco operacional da missão.
  • Com 19 câmeras a bordo e mais de uma tonelada de equipamentos, o Perseverance é o veículo espacial mais instrumentado já enviado a outro planeta, e cada frame do vídeo será analisado para aperfeiçoar futuros pousos.
  • A missão aponta para além do presente: o robô testa tecnologia para converter CO₂ em oxigênio e carrega o helicóptero Ingenuity, preparando o terreno para que humanos possam, um dia, respirar e voar em Marte.

Quatro dias após tocar o solo de Marte, o Perseverance ofereceu à humanidade algo inédito: imagens em movimento do próprio ato de pousar em outro planeta. A Nasa divulgou o vídeo na tarde de 22 de fevereiro, revelando os chamados 'sete minutos de terror' — a sequência em que o robô desacelerou de 20 mil quilômetros por hora até o repouso completo sobre a cratera de Jezero. É um registro que transforma o abstrato em concreto, aproximando a exploração interplanetária da experiência humana comum.

Na tarde de 22 de fevereiro, a Nasa liberou ao mundo um registro sem precedentes: imagens em vídeo do pouso do Perseverance em Marte, capturadas pelo próprio robô ao chegar à cratera de Jezero quatro dias antes. Era a primeira vez que a agência conseguia documentar visualmente, em movimento, uma aterrissagem marciana dessa magnitude.

O vídeo percorre cada etapa dos chamados 'sete minutos de terror' — o intervalo em que o robô precisou desacelerar de 20 mil quilômetros por hora até zero. As imagens mostram o paraquedas se abrindo a 11 quilômetros de altitude, o escudo térmico se separando após proteger o veículo de temperaturas de até 2.100 graus Celsius, e o acionamento do 'sky crane': retrofoguetes sustentando a estrutura enquanto cordas de náilon baixavam lentamente o Perseverance até suas rodas tocarem o solo rochoso e avermelhado.

A cratera de Jezero foi escolhida por ter sido um lago há bilhões de anos — um lugar onde sedimentos podem guardar vestígios de vida microbiana passada. É também o local de pouso mais perigoso já tentado em missão interplanetária. O coordenador Al Chen afirmou que cada frame do vídeo será estudado nos anos seguintes para refinar operações futuras.

O Perseverance pesa mais de uma tonelada e carrega 19 câmeras, o maior número já instalado em um único veículo espacial. Lançado de Cabo Canaveral em julho de 2020, o robô passará dois anos explorando Marte em busca de evidências de vida passada. Além disso, testa instrumentos para converter dióxido de carbono em oxigênio — tecnologia essencial para futuras missões tripuladas — e transporta o Ingenuity, um helicóptero de 1,8 quilograma que tentará o primeiro voo motorizado em outro planeta. O nome do robô foi escolhido por Alexander Mather, estudante do sétimo ano da Virgínia, entre 28 mil sugestões enviadas por alunos americanos.

Na tarde de segunda-feira, 22 de fevereiro, a Nasa liberou para o mundo um registro que nunca havia sido capturado antes: imagens em vídeo do próprio pouso de um robô em Marte. O Perseverance, que tocou o solo marciano quatro dias antes, na cratera de Jezero, documentou cada segundo de uma das manobras mais delicadas já tentadas no espaço interplanetário.

O vídeo mostra em detalhes o que os cientistas chamam de "sete minutos de terror" — o intervalo crítico durante o qual o robô precisou desacelerar de 20 mil quilômetros por hora até zero. Michael Watkins, diretor do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, ressaltou a singularidade do momento: era a primeira vez que a agência conseguia registrar visualmente um pouso marciano dessa magnitude. As imagens revelam cada etapa da descida: o paraquedas se abrindo quando o veículo estava a apenas 11 quilômetros de altitude, o escudo térmico — que havia protegido o robô de temperaturas de até 2.100 graus Celsius durante a viagem — se separando da estrutura principal, e então o que os engenheiros chamam de "sky crane", ou guindaste no céu. Nessa fase, retrofoguetes foram acionados enquanto três cordas de náilon e um cordão umbilical baixavam lentamente o Perseverance até que suas rodas tocassem o solo rochoso e avermelhado.

A cratera de Jezero, onde o robô pousou, é considerada o local mais perigoso já escolhido para uma missão interplanetária. Há bilhões de anos, essa região foi um lago, e os cientistas acreditam que seus sedimentos podem conter vestígios de vida microbiana do passado marciano. Al Chen, um dos coordenadores da missão, afirmou que o vídeo será estudado intensamente nos anos vindouros, cada frame analisado em busca de detalhes que ajudem a refinar futuras operações de pouso.

O Perseverance é um equipamento sofisticado: pesa pouco mais de uma tonelada e carrega 19 câmeras — o maior número jamais instalado em um único veículo espacial. Um dia após o pouso, no dia 19, o robô transmitiu as primeiras imagens coloridas em alta definição, mostrando o céu marciano, uma de suas rodas sobre o solo arenoso, e a própria cratera de Jezero vista de cima. A missão partiu da Base da Força Aérea de Cabo Canaveral, na Flórida, em 30 de julho de 2020, completando uma jornada de sete meses pelo espaço.

Nos próximos dois anos, o Perseverance explorará a cratera em busca de evidências de vida passada. Mas a missão tem também um propósito voltado para o futuro: o robô carrega instrumentos capazes de converter dióxido de carbono em oxigênio, um passo essencial para que a Nasa possa, eventualmente, enviar astronautas ao planeta vermelho. Acoplado ao Perseverance está também o Ingenuity, um helicóptero de 1,8 quilograma cujas hélices giram cerca de oito vezes mais rápido que um helicóptero convencional — uma primeira tentativa de voo motorizado em outro planeta.

O nome Perseverance foi escolhido por Alexander Mather, um estudante do sétimo ano da Virgínia, entre 28 mil inscrições de alunos americanos. O robô é o terceiro a chegar a Marte em uma semana, após missões da China e dos Emirados Árabes Unidos, marcando um momento de intensificação da exploração humana do planeta vermelho. Com o vídeo do pouso agora disponível, a Nasa oferece ao mundo uma janela sem precedentes para uma das operações mais complexas já realizadas no espaço.

Esta é a primeira vez que somos capazes de gravar um pouso em Marte como esse
— Michael Watkins, diretor do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa
Tenho certeza que vamos estudar esse vídeo por muitos, muitos anos, em busca dos detalhes
— Al Chen, coordenador da missão
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