Há fenômenos políticos que desafiam a lógica da accountability democrática: Flávio Bolsonaro acumula investigações graves — rachadinhas, lavagem de dinheiro, vínculos com milicianos — sem que sua base eleitoral se mova. O colunista Moisés Mendes contempla esse paradoxo e conclui, com amarga ironia, que a extrema direita brasileira desenvolveu uma imunidade quase orgânica ao escândalo convencional. Para ilustrar o que seria necessário para romper essa blindagem, ele recorre à cena mais perturbadora de O Poderoso Chefão: não a morte de um rival, mas a cabeça ensanguentada do cavalo amado — o hor