Há algo revelador no fato de uma melodia persistir na mente muito depois de o som ter cessado. A psicologia nomeia esse fenômeno de memória musical involuntária — não uma falha de atenção, mas uma janela para a maneira como o cérebro tece padrões, emoções e ritmos em algo contínuo e vivo. O que parece distração é, na verdade, a mente cumprindo uma de suas funções mais antigas: guardar aquilo que ressoa.