Por duas décadas, juros ultrabaixos permitiram que os Estados Unidos acumulassem dívidas sem sentir o peso total do fardo. Agora, com os rendimentos dos títulos soberanos americanos nos maiores níveis em quase vinte anos e a dívida pública ultrapassando US$ 40 trilhões, o mundo redescobre uma verdade antiga: o custo do dinheiro sempre chega à conta. O que antes parecia sustentável começa a revelar suas fissuras — e a pergunta não é mais se haverá consequências, mas quando e para quem.