Em algum ponto entre a homenagem e o silêncio, duas mulheres se viram diante de um processo criminal por terem questionado, em comentários nas redes sociais, a inclusão de uma pesquisadora trans falecida em uma lista de cientistas brasileiras. O caso, originado de uma publicação do sindicato ANDES-SN em 2025, revela a tensão crescente entre o direito à expressão e a proteção legal contra discriminação — tensão que o Brasil passou a viver de forma mais aguda desde que o STF, em 2019, equiparou a transfobia a crime de racismo. O que está em julgamento não é apenas a conduta de duas pessoas, mas