Mulher tem perna errada amputada em cirurgia e processa hospital em Ohio

Paciente sofreu amputação bilateral irreversível, incapacidade permanente, dor, sofrimento emocional e perda significativa de qualidade de vida.
Dois protocolos de segurança realizados, mas ninguém viu o erro
A equipe completou os procedimentos padrão antes da cirurgia, mas ainda assim amputou a perna errada.
Mark

Como é que um protocolo de segurança — esses time-outs que mencionam — não consegue evitar uma coisa dessas?

Mimi

Eles fizeram as pausas, confirmaram informações, mas em algum ponto a comunicação falhou. Pode ter sido falta de atenção, pode ter sido alguém não falando quando deveria. O protocolo existe, mas depende de pessoas executando corretamente.

Luke

A ação diz que fizeram duas pausas. Isso está documentado nos registros médicos. Mas não sabemos exatamente o que foi dito ou não dito durante essas pausas — só sabemos que o erro aconteceu mesmo assim.

Mark

E a paciente? Ela estava acordada durante a cirurgia?

Mimi

Não há informação sobre isso no relato. Mas ela tinha autorizado apenas a perna direita. Isso está claro.

Luke

Sim, mas também não sabemos se houve alguma marcação no corpo dela antes da cirurgia, se havia alguma identificação visual. Essas são práticas comuns, mas não aparecem mencionadas aqui.

Mark

O hospital disse que responsabilizou as pessoas. Isso significa que alguém será processado criminalmente?

Mimi

A ação é civil, não criminal. Mas o hospital removeu os envolvidos de seus cargos. Se há responsabilidade criminal, isso seria uma decisão de autoridades, não do hospital.

Luke

E importante: o hospital reconheceu a falha. Isso é significativo. Mas reconhecer não é o mesmo que indenizar. O valor que ela vai receber — se receber — ainda está em aberto.

Mark

Ela perdeu as duas pernas. Como se recupera disso?

Mimi

Não se recupera completamente. Mas há reabilitação, próteses, apoio. A vida muda fundamentalmente.

Luke

E há custos imensos. Médicos, reabilitação, adaptação da casa, perda de independência. A ação menciona despesas médicas, mas não quantifica nada.

  • Sharon Jacks autorizou a remoção da perna direita para tratar um câncer de pele, mas a equipe cirúrgica amputou a esquerda — um erro que dois protocolos de segurança realizados antes da operação não foram capazes de impedir.
  • Quatro meses depois, ela precisou passar por uma segunda cirurgia em outro hospital para remover a perna que deveria ter sido operada desde o início, resultando na perda irreversível de ambos os membros.
  • A ação judicial movida no Tribunal do Condado de Washington cita nove réus, incluindo o hospital e membros das equipes médica e cirúrgica, com acusações de negligência grave, agressão e conduta imprudente.
  • O Selby General Hospital admitiu publicamente que o erro era evitável e que os responsáveis foram afastados de seus cargos, mas a declaração não apaga as consequências permanentes enfrentadas pela paciente.
  • O caso expõe uma falha sistêmica profunda: se os time-outs existem para prevenir cirurgias no local errado e ainda assim falharam, a quebra está na atenção ou na comunicação — e a resposta do sistema de justiça definirá o que essa falha vale.

Em setembro de 2025, Sharon Jacks, veterana do Exército com 74 anos, entrou em um hospital em Ohio para uma amputação de rotina e saiu sem a perna errada — a esquerda, quando deveria ser a direita. O que torna o caso ainda mais perturbador é que os protocolos criados exatamente para evitar esse tipo de erro foram seguidos e, ainda assim, falharam. Quatro meses depois, ela precisou perder também a perna correta, tornando-se amputada bilateral por consequência de um engano que o sistema prometia ser impossível. Agora, a justiça é chamada a medir em números aquilo que não tem preço: a integridade do corpo e a confiança depositada nas mãos de quem cuida.

Sharon Jacks tinha 74 anos e um diagnóstico claro: um carcinoma de células escamosas que exigia a amputação da perna direita abaixo do joelho. Em setembro de 2025, ela entrou no Selby General Hospital em Marietta, Ohio, confiante de que o procedimento seria resolvido. A equipe realizou dois time-outs — pausas de segurança obrigatórias para confirmar identidade da paciente, o procedimento e o local da cirurgia. Mesmo assim, amputaram a perna esquerda.

O erro só foi corrigido quatro meses depois, em outro hospital, quando Jacks precisou passar por uma segunda cirurgia para remover a perna direita — aquela que deveria ter sido operada desde o início. O resultado é irreversível: ela vive hoje sem nenhuma das duas pernas, consequência direta de uma falha que os próprios protocolos de segurança foram desenhados para evitar.

Veterana do Exército americano e moradora do condado de Meigs, Jacks entrou com ação judicial neste mês acompanhada pelo marido, citando nove réus entre o hospital e membros das equipes médica e cirúrgica. As acusações incluem negligência grave, agressão e conduta imprudente. A ação descreve lesões físicas permanentes, dor crônica, sofrimento emocional, humilhação e perda significativa da qualidade de vida. Nenhum valor de indenização foi especificado.

O hospital reconheceu publicamente que o ocorrido poderia ter sido evitado e que os envolvidos foram afastados de seus cargos. A instituição disse estar "entristecida" com o que aconteceu. Para Jacks, resta agora aguardar que o sistema de justiça encontre uma forma de responder pelo que o sistema de saúde não soube prevenir.

Sharon Jacks entrou no Selby General Hospital em Marietta, Ohio, em setembro de 2025, para uma cirurgia que deveria ser rotineira. Aos 74 anos, ela precisava da perna direita amputada abaixo do joelho — o tratamento indicado para um carcinoma de células escamosas, um tipo de câncer de pele que a acometia. Os médicos, porém, amputaram a perna esquerda.

O erro foi completo. Antes de começar a operação, a equipe realizou dois protocolos de segurança conhecidos como time-outs, procedimentos padrão que existem justamente para evitar esse tipo de engano. Durante essas pausas, os profissionais deveriam confirmar a identidade da paciente, qual seria o procedimento e em qual local do corpo ele seria realizado. Mesmo assim, ninguém identificou que estavam prestes a operar no membro errado. Jacks havia autorizado apenas a retirada da perna direita e nunca consentiu com a amputação da esquerda.

Quatro meses depois, em outro hospital de Ohio, Jacks precisou passar por uma segunda cirurgia para remover a perna direita — aquela que deveria ter sido amputada na primeira operação. Agora ela vive com as duas pernas amputadas, uma consequência irreversível de um erro que os protocolos de segurança deveriam ter impedido.

Jacks, veterana do Exército americano que mora no condado de Meigs, entrou com a ação judicial neste mês no Tribunal do Condado de Washington, acompanhada pelo marido. Nove réus foram citados no processo, incluindo o hospital e membros das equipes médica e cirúrgica. A ação acusa os envolvidos de negligência grave, agressão e conduta imprudente. O documento detalha as consequências que Jacks enfrenta: lesões físicas, incapacidade permanente, dor crônica, sofrimento emocional, humilhação e perda significativa da qualidade de vida, além das despesas médicas contínuas. Embora a ação peça indenizações compensatórias e punitivas, nenhum valor específico foi informado.

O Selby General Hospital reconheceu o episódio em declaração à emissora WBNS-TV. A instituição admitiu que o ocorrido poderia ter sido evitado e que os procedimentos esperados para a segurança em salas de cirurgia não foram seguidos. "Os envolvidos foram responsabilizados por suas ações e não ocupam mais seus cargos", disse o hospital em comunicado. A instituição também afirmou estar "entristecido com o que aconteceu" e disse que a equipe continua mantendo a paciente e a família em suas orações.

O caso coloca em evidência uma falha fundamental nos sistemas de segurança hospitalar. Os time-outs existem especificamente para evitar cirurgias no local errado — um dos erros mais graves e evitáveis em medicina. Que esses protocolos tenham sido realizados e ainda assim o erro tenha ocorrido sugere uma quebra profunda na comunicação ou na atenção da equipe. Para Jacks, a questão agora é quanto o sistema de justiça considerará adequado compensar pela perda de ambas as pernas e pela vida que ela terá de reconstruir.

Os envolvidos foram responsabilizados por suas ações e não ocupam mais seus cargos
— Selby General Hospital
O desempenho de uma cirurgia na extremidade errada constituiu uma falha completa dos procedimentos básicos de segurança
— Ação judicial
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