Numa maternidade nos arredores de Moscovo, uma mulher de 44 anos deu à luz Filip, seu décimo sétimo filho — um acontecimento que, para além da dimensão pessoal e médica, ecoa numa cidade onde o número de famílias numerosas quadruplicou em menos de duas décadas. O nascimento é, ao mesmo tempo, um feito singular de um corpo que atravessou décadas de maternidade e um reflexo de transformações demográficas mais silenciosas que redefinem o tecido familiar da capital russa.