Mulher que se considerava Jesus é condenada por matar amigo e gato em Londres

Christopher Brown, advogado de 72 anos, foi morto brutalmente por pancadas e estrangulamento; seu gato de estimação também foi morto a facadas.
O diabo me atacou e eu venci
Naveed explicou à polícia sua versão dos eventos após matar seu colega de apartamento.
Mark

Como alguém chega a acreditar que é Jesus e que precisa matar para salvar o mundo?

Mimi

Esquizofrenia paranoide não é uma escolha — é uma doença que distorce completamente a percepção da realidade. Naveed não estava fingindo ou sendo dramática. Para ela, aquelas vozes eram reais, aquele propósito era real.

Mark

E o cannabis que ela usava frequentemente — isso causou a doença ou piorou?

Mimi

O juiz apontou que agravou o estado psicótico. Cannabis não causa esquizofrenia em si, mas em pessoas predispostas, pode desencadear ou intensificar surtos. Ela já tinha a doença; a droga acelerou a deterioração.

Mark

Por que ela matou o gato também?

Mimi

Porque dentro do seu delírio, o gato não era apenas um animal. Era um recipiente para o mal que ela acreditava estar combatendo. A lógica da psicose é interna — faz sentido perfeito para quem está vivendo dentro dela.

Mark

Christopher Brown sabia que ela estava doente?

Mimi

Provavelmente não da forma como era. Ele a considerava amiga. Pode ter notado comportamentos estranhos, mas ninguém espera que alguém com quem você divide um apartamento esteja em um surto psicótico tão severo.

Mark

E agora ela fica em uma instituição psiquiátrica indefinidamente?

Mimi

Sim. Não é prisão no sentido tradicional, mas também não é liberdade. É contenção com tratamento — um reconhecimento de que ela é perigosa e doente ao mesmo tempo.

  • Uma mulher em surto psicótico severo acreditava ser Jesus Cristo e ouviu vozes ordenando que matasse o homem com quem dividia o apartamento — e obedeceu.
  • Christopher Brown, advogado respeitado de 72 anos, foi golpeado com uma panela e estrangulado; seu gato de estimação, Snow, também foi morto a facadas pela mesma convicção delirante.
  • Após o crime, Naveed enviou uma mensagem ao irmão anunciando que havia 'vencido o diabo', repetindo a narrativa messiânica quando interrogada pela polícia.
  • O juiz apontou o uso frequente de cannabis como agravante do estado psicótico, enquanto a promotoria confirmou que a acusada estava completamente dissociada da realidade no momento do crime.
  • Naveed foi condenada a internação psiquiátrica por prazo indeterminado em instalação do sistema de justiça britânico — punição e tratamento fundidos diante da ausência de fronteira entre culpa e doença.

Em Londres, a fronteira entre a fé e a psicose revelou-se fatal: Habiba Naveed, de 35 anos, acometida por esquizofrenia paranoide, matou Christopher Brown, advogado de 72 anos e seu colega de apartamento, convencida de ser Jesus Cristo em missão de purificação do mundo. O tribunal reconheceu que ela agiu inteiramente fora da realidade, e a condenou a internação psiquiátrica por tempo indeterminado — um desfecho que não apaga a perda de um homem descrito pelos que o conheciam como gentil e atencioso, nem a tragédia de uma mente que se despedaçou silenciosamente antes que alguém pudesse intervir.

Christopher Brown tinha 72 anos, era advogado e vivia em um apartamento em Londres com Habiba Naveed, uma mulher de 35 anos que ele considerava amiga. Em agosto do ano passado, ela o matou.

Naveed sofria de esquizofrenia paranoide, e seu estado mental havia se deteriorado gravemente nos dias anteriores ao crime. Ela acreditava ser Jesus Cristo, enviada ao mundo para eliminar o mal, e também se via como filha secreta da princesa Diana e de Dodi Al-Fayed. No dia do assassinato, convenceu-se de que Brown era o próprio mal encarnado — que havia matado sua mãe — e disse ter ouvido uma voz, três vezes, ordenando que ela agisse. Pegou uma panela, golpeou-o com violência e depois o estrangulou. A autópsia confirmou morte por traumatismo craniano. O gato de estimação de Brown, Snow, também foi morto a facadas: Naveed acreditava que um espírito maligno havia possuído o animal.

Após tudo, ela enviou uma mensagem ao irmão dizendo ser Jesus e que havia vencido o diabo na noite anterior. Quando interrogada pela polícia, repetiu a mesma narrativa sem hesitar.

O juiz que presidiu o caso destacou o uso frequente de cannabis como fator agravante do surto psicótico. A promotora explicou ao tribunal que Naveed agiu completamente fora da realidade. Ela foi condenada a internação psiquiátrica por tempo indeterminado em uma instalação do sistema de justiça britânico.

No tribunal, colegas de Brown vieram prestar homenagens. Uma funcionária, em lágrimas, disse que ele era muito mais do que um homem de 72 anos morto por sua colega de apartamento. Um primo o descreveu como bondoso e atencioso, sempre disposto a ajudar. Essas palavras ecoaram em uma sala onde a brutalidade de uma morte e a fragmentação de uma mente se encontraram sem que nenhuma das duas pudesse ser completamente compreendida.

Christopher Brown tinha 72 anos e era advogado. Vivia em um apartamento em Londres com Habiba Naveed, uma mulher de 35 anos que ele considerava amiga. Em agosto do ano passado, ela o matou.

Naveed sofria de esquizofrenia paranoide. Nos dias que antecederam o crime, seu estado mental se deteriorou significativamente. Ela acreditava ser Jesus Cristo, enviada ao mundo para eliminar o mal. Acreditava também ser filha secreta da princesa Diana e de Dodi Al-Fayed — o casal que morreu em um acidente de carro em Paris em 1997. Quando a polícia a interrogou após o crime, ela disse à polícia que era Jesus e que havia sido designada para essa missão de purificação.

No dia do crime, Naveed convenceu-se de que Brown era o próprio mal encarnado. Ela contou aos investigadores que acreditava que ele havia matado sua mãe. Mais que isso: disse que ouviu uma voz — três vezes — ordenando que ela o matasse. Sob o peso dessa convicção delirante, ela pegou uma panela e o golpeou violentamente. Depois o estrangulou. O corpo foi encontrado na sala de estar, coberto por um roupão. A autópsia revelou que Brown morreu por traumatismo craniano causado por pancadas brutais.

Mas o crime não terminou ali. O gato de estimação de Brown, chamado Snow, também estava na casa. Naveed, acreditando que um espírito maligno havia possuído o animal, pegou uma faca e cortou o pescoço do gato.

Após tudo isso, Naveed enviou uma mensagem ao seu irmão. A mensagem era simples e reveladora: ela era Jesus, e havia vencido o diabo na noite anterior. Quando interrogada pela polícia, repetiu a mesma narrativa. "O diabo me atacou e eu venci," disse.

O juiz que presidiu o caso observou que Naveed fazia uso frequente de cannabis, o que havia agravado seu estado psicótico. A promotora responsável explicou ao tribunal que a acusada agiu completamente fora da realidade, em um surto psicótico severo. Naveed foi condenada e permanecerá por tempo indeterminado em uma instalação psiquiátrica do sistema de justiça do Reino Unido.

Durante o julgamento, colegas de Brown no escritório de advocacia compareceram para prestar homenagens. Uma funcionária, com lágrimas nos olhos, disse que ele era muito mais do que um homem de 72 anos morto por sua colega de apartamento — era um chefe, um parceiro, um homem gentil. Um primo de Brown leu uma declaração descrevendo-o como bondoso e atencioso, sempre disposto a ajudar a família e seus clientes. Essas palavras ecoaram em uma sala de tribunal onde a realidade de uma morte brutal e de uma mente fragmentada se encontraram.

Ele era muito mais que um homem de 72 anos morto por sua colega de casa, ele era um chefe, parceiro, um homem gentil
— Colega de trabalho de Christopher Brown, durante o julgamento
O diabo me atacou e eu venci
— Habiba Naveed, à polícia
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