Em algum lugar entre a ciência que cura e o sistema que não alcança, Karyn Cerqueira, 29 anos, acorda todos os dias sabendo que sua estabilidade depende de um medicamento que custa até R$ 8.900 por dose e não existe no SUS. A lipodistrofia congênita generalizada que ela carrega desde o nascimento não é apenas uma raridade médica — é um espelho das fraturas entre o que a medicina pode oferecer e o que a sociedade escolhe garantir. Sua história, compartilhada publicamente nas redes sociais, transforma uma condição invisível em um alerta sobre o preço humano das lacunas no acesso à saúde.
Mulher com lipodistrofia rara enfrenta instabilidade ao depender de medicamento de R$ 8.900
Pacientes com lipodistrofia enfrentam fome extrema, resistência à insulina e complicações hepáticas, com acesso limitado a medicamentos essenciais devido ao custo proibitivo.