Em agosto de 2026, o Ministério Público do Trabalho moveu uma ação civil pública contra a Uber no Brasil, contestando um programa de cobrança antecipada que, segundo o órgão, inverte a lógica tradicional do trabalho por plataforma e expõe motoristas a um ciclo de endividamento estrutural. O caso toca em uma questão mais ampla e antiga: até onde pode ir o poder de uma plataforma sobre aqueles que dependem dela para sobreviver? A ação, que pede suspensão imediata do programa e indenização de 321 milhões de reais, coloca em xeque não apenas um modelo de cobrança, mas a própria natureza da liberda
MPT processa Uber nacionalmente por programa de cobrança antecipada a motoristas
Motoristas de aplicativo enfrentam risco de endividamento automático e ciclo de dependência financeira para manter acesso ao trabalho na plataforma.