No cruzamento entre inovação tecnológica e proteção ao trabalho, o Ministério Público do Trabalho questiona se um novo modelo de cobrança da Uber — em que motoristas pagam antecipadamente pelo acesso às corridas — representa previsibilidade ou armadilha. A ação civil pública ajuizada na Bahia, com alcance nacional, coloca em xeque a fronteira entre flexibilidade e servidão econômica, num debate que toca o coração da chamada economia de plataformas. O desfecho dependerá de quanto a Justiça está disposta a investigar antes de agir.
MPT processa Uber em R$ 321 mi por taxa obrigatória a motoristas
Motoristas parceiros da Uber enfrentam risco de endividamento e possível servidão por dívida ao serem obrigados a pagar antecipadamente pelo acesso às corridas sem garantia de volume mínimo de trabalho.