Em um momento em que nações ao redor do mundo redefinem os limites entre soberania digital e capital estrangeiro, o Ministério Público Federal e a Defensoria Pública da União acionaram a Justiça brasileira para impedir a construção de um data center do TikTok avaliado em R$ 200 bilhões. O confronto revela uma tensão mais profunda: até onde um Estado pode — e deve — regular onde seus cidadãos têm seus dados guardados. A decisão que emergir desse processo não será apenas sobre concreto e servidores, mas sobre quem, afinal, detém a custódia da vida digital de dezenas de milhões de brasileiros.