Zema foi denunciado ao TRE-MG por violação do sigilo do voto após imagens da imprensa mostrarem celular na cabine durante votação. Candidato admitiu ter levado o aparelho mas alegou não ter fotografado ou gravado nada, dizendo que não foi alertado pelos mesários.
MP denuncia Zema por entrar com celular na cabine de votação
Não fotografei nada, não fiz nada com o celular ali
Por que exatamente levar um celular para a cabine é tão grave? Não é só uma questão de protocolo?
A lei existe porque a cabine é o único lugar onde o voto é verdadeiramente secreto. Se alguém entra com um celular, mesmo que diga que não usou, abre a porta para dúvidas sobre autenticidade — e sobre pressão externa, coerção, tudo isso.
Mas aqui temos um problema: as imagens mostram o celular, mas não mostram nenhuma foto sendo tirada. Zema nega ter fotografado. Como o Ministério Público prova a intenção?
Exatamente por isso o MP pediu para ouvir testemunhas e obter as imagens completas. Eles precisam estabelecer se houve de fato um registro do voto.
E se não houve? Se foi só negligência?
Aí a questão muda. Negligência é violação também — a lei não permite o celular ali, ponto. Mas condenação por tentar expor o voto é diferente de condenação por simplesmente ter levado o aparelho.
O TRE-MG vai ter que separar essas coisas. A denúncia é por violação do sigilo, não só por posse irregular.
Então o resultado depende muito do que as imagens e as testemunhas revelarem?
Completamente. Temos um fato confirmado — ele entrou com o celular. Tudo o mais ainda é investigação.
O Pulso
- Denúncia apresentada ao TRE-MG em 4 de outubro de 2026
- Zema entrou com celular na cabine de votação em Araxá, Minas Gerais
- Imagens da imprensa documentam o aparelho durante a votação
- Processo distribuído ao juiz federal Lincoln Rodrigues de Faria
Zema foi denunciado ao TRE-MG por violação do sigilo do voto após imagens da imprensa mostrarem celular na cabine durante votação. Candidato admitiu ter levado o aparelho mas alegou não ter fotografado ou gravado nada, dizendo que não foi alertado pelos mesários.
Ministério Público Eleitoral denunciou candidato à Presidência Romeu Zema por entrar com celular na cabine de votação em Araxá. Zema admitiu levar o aparelho mas negou fotografar ou gravar o voto.
No domingo de votação, 4 de outubro, o Ministério Público Eleitoral apresentou uma denúncia formal contra Romeu Zema, candidato à Presidência pela legenda Novo, acusando-o de violar o sigilo do voto. O episódio ocorreu em Araxá, no interior de Minas Gerais, quando Zema entrou na cabine de votação portando um celular — uma ação que contraria explicitamente a legislação eleitoral brasileira.
Segundo a denúncia protocolada junto ao TRE-MG (Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais), registros fotográficos feitos pela imprensa no local mostram Zema segurando um telefone enquanto votava, com um segundo aparelho apoiado sobre a mesa da cabine. O Ministério Público argumenta que as imagens documentam o candidato observando a tela do dispositivo durante o processo de votação. A lei eleitoral proíbe categoricamente que eleitores levem celulares, câmeras ou qualquer equipamento eletrônico para dentro da cabine, independentemente de estarem ligados ou desligados — a restrição existe justamente para preservar a inviolabilidade do voto.
Após deixar a cabine, Zema reconheceu ter entrado com o celular, mas negou qualquer registro visual ou sonoro do seu voto. Em declaração a jornalistas, o candidato afirmou que o aparelho é praticamente uma extensão de sua mão, que ele carrega o tempo todo, e que nenhum mesário o alertou para deixá-lo antes de votar. "Não fotografei nada, não fiz nada com o celular ali, só votar mesmo", disse ele, sustentando que o incidente não afetou sua forma de votar.
O presidente do TRE-MG, Carlos Henrique Perpétuo Braga, já havia se pronunciado mais cedo, classificando a conduta como irregular e confirmando que o episódio seria investigado. O Ministério Público, por sua vez, pediu formalmente ao tribunal que receba a denúncia, ouça testemunhas e obtenha as imagens capturadas pela imprensa no local da votação. Ao final, o órgão solicitou a condenação de Zema.
O processo foi distribuído ao juiz federal Lincoln Rodrigues de Faria. Agora cabe ao TRE-MG decidir se aceita a denúncia e abre uma ação penal contra o candidato. A decisão sobre o prosseguimento do caso ainda está pendente, deixando em aberto o desfecho dessa violação alegada das normas que regem o processo eleitoral.
Citações Notáveis
Eu ando com o celular o dia todo, ele é quase como se fosse um dedo. E ninguém me lembrou ali e fui votar normalmente, mas não afetou nada o meu voto a minha forma de votar.— Romeu Zema, em declaração a jornalistas
A conduta era irregular e o episódio seria apurado.— Carlos Henrique Perpétuo Braga, presidente do TRE-MG