MP denuncia Zema por entrar com celular na cabine de votação

Não fotografei nada, não fiz nada com o celular ali
Zema nega ter registrado seu voto após ser visto com aparelho dentro da cabine de votação.
Mark

Por que exatamente levar um celular para a cabine é tão grave? Não é só uma questão de protocolo?

Mimi

A lei existe porque a cabine é o único lugar onde o voto é verdadeiramente secreto. Se alguém entra com um celular, mesmo que diga que não usou, abre a porta para dúvidas sobre autenticidade — e sobre pressão externa, coerção, tudo isso.

Luke

Mas aqui temos um problema: as imagens mostram o celular, mas não mostram nenhuma foto sendo tirada. Zema nega ter fotografado. Como o Ministério Público prova a intenção?

Mimi

Exatamente por isso o MP pediu para ouvir testemunhas e obter as imagens completas. Eles precisam estabelecer se houve de fato um registro do voto.

Mark

E se não houve? Se foi só negligência?

Luke

Aí a questão muda. Negligência é violação também — a lei não permite o celular ali, ponto. Mas condenação por tentar expor o voto é diferente de condenação por simplesmente ter levado o aparelho.

Mimi

O TRE-MG vai ter que separar essas coisas. A denúncia é por violação do sigilo, não só por posse irregular.

Mark

Então o resultado depende muito do que as imagens e as testemunhas revelarem?

Luke

Completamente. Temos um fato confirmado — ele entrou com o celular. Tudo o mais ainda é investigação.

  • Denúncia apresentada ao TRE-MG em 4 de outubro de 2026
  • Zema entrou com celular na cabine de votação em Araxá, Minas Gerais
  • Imagens da imprensa documentam o aparelho durante a votação
  • Processo distribuído ao juiz federal Lincoln Rodrigues de Faria

Zema foi denunciado ao TRE-MG por violação do sigilo do voto após imagens da imprensa mostrarem celular na cabine durante votação. Candidato admitiu ter levado o aparelho mas alegou não ter fotografado ou gravado nada, dizendo que não foi alertado pelos mesários.

Ministério Público Eleitoral denunciou candidato à Presidência Romeu Zema por entrar com celular na cabine de votação em Araxá. Zema admitiu levar o aparelho mas negou fotografar ou gravar o voto.

No domingo de votação, 4 de outubro, o Ministério Público Eleitoral apresentou uma denúncia formal contra Romeu Zema, candidato à Presidência pela legenda Novo, acusando-o de violar o sigilo do voto. O episódio ocorreu em Araxá, no interior de Minas Gerais, quando Zema entrou na cabine de votação portando um celular — uma ação que contraria explicitamente a legislação eleitoral brasileira.

Segundo a denúncia protocolada junto ao TRE-MG (Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais), registros fotográficos feitos pela imprensa no local mostram Zema segurando um telefone enquanto votava, com um segundo aparelho apoiado sobre a mesa da cabine. O Ministério Público argumenta que as imagens documentam o candidato observando a tela do dispositivo durante o processo de votação. A lei eleitoral proíbe categoricamente que eleitores levem celulares, câmeras ou qualquer equipamento eletrônico para dentro da cabine, independentemente de estarem ligados ou desligados — a restrição existe justamente para preservar a inviolabilidade do voto.

Após deixar a cabine, Zema reconheceu ter entrado com o celular, mas negou qualquer registro visual ou sonoro do seu voto. Em declaração a jornalistas, o candidato afirmou que o aparelho é praticamente uma extensão de sua mão, que ele carrega o tempo todo, e que nenhum mesário o alertou para deixá-lo antes de votar. "Não fotografei nada, não fiz nada com o celular ali, só votar mesmo", disse ele, sustentando que o incidente não afetou sua forma de votar.

O presidente do TRE-MG, Carlos Henrique Perpétuo Braga, já havia se pronunciado mais cedo, classificando a conduta como irregular e confirmando que o episódio seria investigado. O Ministério Público, por sua vez, pediu formalmente ao tribunal que receba a denúncia, ouça testemunhas e obtenha as imagens capturadas pela imprensa no local da votação. Ao final, o órgão solicitou a condenação de Zema.

O processo foi distribuído ao juiz federal Lincoln Rodrigues de Faria. Agora cabe ao TRE-MG decidir se aceita a denúncia e abre uma ação penal contra o candidato. A decisão sobre o prosseguimento do caso ainda está pendente, deixando em aberto o desfecho dessa violação alegada das normas que regem o processo eleitoral.

Eu ando com o celular o dia todo, ele é quase como se fosse um dedo. E ninguém me lembrou ali e fui votar normalmente, mas não afetou nada o meu voto a minha forma de votar.
— Romeu Zema, em declaração a jornalistas
A conduta era irregular e o episódio seria apurado.
— Carlos Henrique Perpétuo Braga, presidente do TRE-MG
Möchten Sie die ganze Geschichte? Das Original lesen bei CNN Brasil ↗
Kontakt FAQ