Em um país onde o carro é, para muitos, não apenas um bem, mas o próprio instrumento de sustento, o governo federal lança o Move Brasil — um programa de financiamento de até R$ 30 bilhões voltado exclusivamente a taxistas e motoristas de aplicativo. A partir de 19 de junho de 2026, esses trabalhadores poderão acessar crédito com juros reduzidos e prazos estendidos para adquirir veículos novos, desde que de motorização mais limpa. A iniciativa revela uma aposta dupla: proteger a renda de quem vive sobre rodas e empurrar, suavemente, a frota urbana em direção a um futuro menos poluente.
Move Brasil libera até R$ 30 bi para financiar carros novos de motoristas de app e táxis
Sem o carro, não ganham. O governo reconheceu essa vulnerabilidade.
Por que o governo decidiu criar um programa específico para motoristas de app e taxistas, e não apenas abrir crédito para qualquer pessoa?
Porque esses trabalhadores têm uma relação diferente com o carro. Não é um bem de consumo — é ferramenta de trabalho. Sem ele, não ganham. O governo reconheceu que eles enfrentam dificuldades para acessar crédito tradicional e precisam renovar suas frotas.
E por que excluir carros a gasolina e diesel? Isso não limita as opções?
Limita, sim. Mas é intencional. O governo está usando o poder de compra desses trabalhadores para empurrar o mercado em direção a combustíveis mais limpos. Se você quer o crédito barato, tem que escolher flex, híbrido, elétrico ou etanol.
A diferença de juros entre mulheres e homens — 11,5% versus 12,6% — parece pequena, mas é significativa em um financiamento de seis anos.
É. E não é só os juros. Mulheres podem financiar acessórios de segurança sem contar para o limite de R$ 150 mil. O governo está reconhecendo que motoristas mulheres enfrentam riscos específicos nas ruas.
Qual é o risco real aqui? Que o programa não funcione, ou que funcione demais?
Os dois. Se não funcionar, é dinheiro público desperdiçado. Se funcionar demais, pode criar uma bolha de crédito entre motoristas que já vivem no fio da navalha financeiramente. Tudo depende de como os bancos analisam o crédito e se esses motoristas conseguem manter as parcelas em dia.
Então o programa é bom ou ruim?
É uma aposta. Oferece oportunidade real para quem precisa, mas carrega riscos. O que importa agora é ver como os motoristas respondem e se conseguem honrar os compromissos.
O Pulso
- Milhões de motoristas que dependem de veículos desgastados para trabalhar finalmente têm acesso a crédito com condições que o mercado tradicional nunca lhes ofereceu.
- A exclusão de carros a gasolina pura e diesel cria uma tensão real: quem quer participar precisa aceitar uma mudança de combustível que nem sempre é simples ou barata.
- Critérios rígidos de elegibilidade — 12 meses de cadastro, cem corridas mínimas, registro ativo — deixam de fora uma parcela significativa de trabalhadores informais ou recém-chegados às plataformas.
- A diferença de juros entre mulheres (11,5% a.a.) e homens (12,6% a.a.), somada à possibilidade de financiar acessórios de segurança, sinaliza um reconhecimento oficial das vulnerabilidades específicas das trabalhadoras.
- O processo começa online, com resposta em até cinco dias, mas a aprovação final depende da análise individual de cada banco — o que mantém incertezas sobre quem, de fato, conseguirá contratar.
Em um país onde o carro é, para muitos, não apenas um bem, mas o próprio instrumento de sustento, o governo federal lança o Move Brasil — um programa de financiamento de até R$ 30 bilhões voltado exclusivamente a taxistas e motoristas de aplicativo. A partir de 19 de junho de 2026, esses trabalhadores poderão acessar crédito com juros reduzidos e prazos estendidos para adquirir veículos novos, desde que de motorização mais limpa. A iniciativa revela uma aposta dupla: proteger a renda de quem vive sobre rodas e empurrar, suavemente, a frota urbana em direção a um futuro menos poluente.
A partir de 19 de junho, taxistas e motoristas de aplicativo podem contratar financiamentos pelo programa Move Brasil, criado pelo governo federal com até R$ 30 bilhões disponíveis para a compra de carros novos. As condições são mais vantajosas do que as do mercado: juros de até 11,5% ao ano para mulheres e 12,6% para homens, prazo de até seis anos e carência de até seis meses antes do início das parcelas.
O programa tem um recorte ambiental claro: apenas veículos flex, híbridos, elétricos ou movidos exclusivamente a etanol são elegíveis. Carros a gasolina pura e diesel ficam de fora. Montadoras como BYD, Fiat, GM, Toyota e Volkswagen já estão habilitadas. O valor máximo financiável é de R$ 150 mil, sem contar o seguro — e, para mulheres, sem contar acessórios de segurança, que podem ser incluídos em até 10% do valor total da operação.
Nem todo motorista pode participar. Taxistas precisam estar registrados e em atividade. Motoristas de app devem ter pelo menos 12 meses de cadastro ativo e cem corridas concluídas na mesma plataforma. A validação é feita pelas próprias plataformas, no caso dos aplicativos, ou pela Receita Federal e gov.br, no caso dos taxistas.
O caminho para acessar o crédito começa no portal gov.br, onde o motorista se cadastra e autoriza a verificação de seus dados. Em até cinco dias, recebe uma resposta sobre sua elegibilidade. Confirmado o direito, escolhe o veículo e busca uma instituição financeira credenciada, que fará sua própria análise antes de concluir a contratação. Para trabalhadores que vivem de seus carros, o programa abre uma janela de renovação — desde que estejam dispostos a percorrer um caminho mais verde.
A partir desta sexta-feira, motoristas de aplicativos e taxistas podem começar a contratar um financiamento criado pelo governo federal especificamente para eles: até R$ 30 bilhões destinados à compra de carros novos, com juros abaixo do que se encontra no mercado hoje. O programa Move Brasil abre uma porta para trabalhadores que dependem de seus veículos para ganhar a vida, oferecendo condições que, até agora, estavam fora do alcance de muitos.
O crédito funciona assim: motoristas podem financiar automóveis de até R$ 150 mil, mas com uma restrição clara sobre o tipo de combustível. Carros flex, híbridos, elétricos e veículos movidos exclusivamente a etanol entram na lista. Gasolina pura e diesel ficam de fora — uma escolha que sinaliza o incentivo do governo à transição para formas mais limpas de mobilidade. As montadoras habilitadas no programa Mover incluem nomes como BYD, Fiat, GM, Honda, Hyundai, Nissan, Peugeot, Renault, Toyota e Volks.
Nem todo motorista de app ou taxista pode participar. Taxistas precisam estar registrados e em atividade. Motoristas de aplicativo devem ter cadastro ativo há pelo menos 12 meses e ter completado no mínimo cem corridas nesse período na mesma plataforma. Cooperativas de táxi também são elegíveis. A validação dos motoristas de app será feita pelas próprias plataformas; para taxistas, a confirmação vem via Receita Federal e gov.br.
As taxas de juros refletem uma diferença de gênero: mulheres pagam até 11,5% ao ano, enquanto homens pagam até 12,6% ao ano. O prazo de pagamento pode chegar a seis anos, com a possibilidade de uma carência de até seis meses antes de começar a pagar as parcelas. Não há entrada mínima obrigatória estabelecida pelas regras do programa, mas os bancos participantes podem exigir suas próprias condições — valor de entrada, garantias, comprovação de renda — durante a análise de crédito.
Para acessar o financiamento, o processo começa online. Motoristas devem acessar a plataforma https://www.gov.br/mdic/pt-br/assuntos/sdic/move-brasil, fazer seu cadastro e autorizar o uso de seus dados para o sistema verificar se têm direito. A resposta chega por meio da caixa postal do portal gov.br em até cinco dias. Após a confirmação da elegibilidade, o motorista escolhe o veículo e procura uma instituição financeira credenciada para solicitar o financiamento. O banco faz sua própria análise de crédito e, se aprovada, conclui a contratação com as condições do programa.
Um detalhe importante: seguro não entra na composição do preço máximo de R$ 150 mil. Para mulheres, acessórios de segurança também não contam para esse limite. As mulheres podem financiar itens extras de segurança, limitados a 10% do valor total da operação. Essas diferenças revelam uma tentativa do governo de reconhecer vulnerabilidades específicas enfrentadas por trabalhadoras.
O cadastro e a análise de elegibilidade já foram liberados. A contratação efetiva dos financiamentos junto aos bancos começa agora, a partir de 19 de junho. Para motoristas que dependem de seus veículos para trabalhar, o programa representa uma oportunidade de renovar sua frota com condições de crédito mais acessíveis do que as oferecidas pelo mercado tradicional — desde que escolham um caminho que aponte para uma mobilidade menos poluente.
Citações Notáveis
Motoristas de aplicativos e taxistas podem contratar, a partir desta sexta-feira, o crédito criado pelo governo federal para financiar carros novos de até R$ 150 mil.— Governo Federal