Em 17 de outubro, Porto Alegre perdeu uma de suas filhas mais ilustres: Thais Russomano, médica e pesquisadora que dedicou a vida a compreender como o corpo humano sobrevive além da atmosfera terrestre. Aos 63 anos, após enfrentar um câncer internada no Hospital Moinhos de Vento, ela partiu deixando instituições fundadas em dois continentes e uma geração de cientistas inspirada por sua crença de que o conhecimento espacial deveria pertencer a todos. Sua trajetória — de Pelotas ao King's College de Londres, da PUCRS a Lisboa — é o retrato de uma inteligência que recusou fronteiras.
Morre Thais Russomano, referência gaúcha em Medicina Espacial
Acreditava profundamente em compartilhar conhecimento e criar oportunidades
Por que a morte de Thais Russomano importa além do círculo acadêmico?
Porque ela não apenas pesquisava — ela abria portas. Fundou centros de pesquisa em dois países, treinou gerações de cientistas, e fez a Medicina Espacial parecer possível, não apenas teórica.
Mas o que exatamente ela descobriu? O comunicado fala de paixão e colaboração, mas quais foram as contribuições científicas concretas?
Boa pergunta. O que sabemos sobre o impacto real de seu trabalho?
Ela criou infraestrutura — o Centro de Microgravidade na PUCRS não é um nome bonito, é um laboratório onde pesquisadores estudam como o corpo humano funciona sem gravidade. Isso importa para astronautas, para medicina de voo, para entender fisiologia humana.
Mas a fonte não detalha descobertas específicas, publicações, ou quantos pesquisadores ela orientou. Sabemos que ela era referência, mas não sabemos exatamente o quê.
E quanto à sua trajetória pessoal — de Pelotas a Londres a Lisboa?
É uma história de ambição e mobilidade científica. Uma médica do Rio Grande do Sul que estudou em uma das melhores universidades do mundo e depois ajudou a construir pesquisa de ponta em dois continentes.
Verdade, mas também é uma história que a fonte não explora. Não sabemos como ela chegou a Londres, o que a motivou, quem a apoiou. Temos os fatos, não temos a narrativa completa.
O que fica como legado?
A ideia de que ciência espacial não é coisa de agência espacial distante — é algo que pode ser estudado, ensinado, compartilhado. Ela acreditava nisso e construiu instituições com base nessa crença.
E isso é verificável através da InnovaSpace e dos centros que ela fundou. Mas o que acontece com esses lugares agora? A fonte não diz.
Il Polso
- A morte de Thais Russomano aos 63 anos interrompe uma das carreiras mais singulares da ciência brasileira, construída na interseção entre medicina, gravidade zero e cooperação internacional.
- A InnovaSpace, organização que ela fundou e dirigia cientificamente, foi quem comunicou a perda ao mundo, sinalizando o quanto sua figura era inseparável da instituição.
- Russomano havia criado centros de pesquisa em microgravidade na PUCRS e em medicina aeroespacial na Universidade de Lisboa, ancorando o Brasil em redes científicas globais raramente acessadas por pesquisadores do país.
- Sua filosofia de democratizar o conhecimento espacial e estimular a curiosidade nas novas gerações permanece como o eixo central do legado que colegas e instituições agora se comprometem a continuar.
- Não haverá velório: o corpo será cremado e as cinzas depositadas junto ao túmulo de sua mãe em Pelotas, cidade onde tudo começou — um encerramento íntimo para uma vida de alcance global.
Em 17 de outubro, Porto Alegre perdeu uma de suas filhas mais ilustres: Thais Russomano, médica e pesquisadora que dedicou a vida a compreender como o corpo humano sobrevive além da atmosfera terrestre. Aos 63 anos, após enfrentar um câncer internada no Hospital Moinhos de Vento, ela partiu deixando instituições fundadas em dois continentes e uma geração de cientistas inspirada por sua crença de que o conhecimento espacial deveria pertencer a todos. Sua trajetória — de Pelotas ao King's College de Londres, da PUCRS a Lisboa — é o retrato de uma inteligência que recusou fronteiras.
Thais Russomano morreu no sábado, 17 de outubro, aos 63 anos, no Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre, onde estava internada em tratamento contra o câncer. A InnovaSpace, organização internacional que ela fundou e onde atuava como diretora científica, foi a responsável por comunicar a perda.
Nascida em Porto Alegre e criada em Pelotas, Russomano formou-se em Medicina na Universidade Federal de Pelotas antes de cruzar o Atlântico para se tornar doutora em Medicina Espacial pelo King's College de Londres. Esse percurso moldou uma carreira que a colocaria entre os maiores nomes da pesquisa espacial no Brasil e no exterior.
Ao longo de décadas, ela ajudou a criar o Centro de Microgravidade da PUCRS — referência no estudo do comportamento do corpo humano em ausência de gravidade — e participou da fundação do Centro de Estudos de Medicina Aeroespacial na Universidade de Lisboa, consolidando uma rede de colaborações que atravessou fronteiras.
A InnovaSpace destacou que Russomano era movida pela paixão em compartilhar descobertas, estimular a curiosidade nas novas gerações e tornar a ciência espacial acessível. Não haverá velório: seu corpo será cremado e as cinzas depositadas junto ao túmulo de sua mãe, a professora Nailê Russomano, em Pelotas — um retorno simbólico à cidade onde tudo começou.
Thais Russomano morreu no sábado, dia 17 de outubro, aos 63 anos, em Porto Alegre. Estava internada no Hospital Moinhos de Vento tratando um câncer quando faleceu. A notícia foi divulgada pela InnovaSpace, a organização internacional que ela havia fundado e onde atuava como diretora científica.
Nascida em Porto Alegre, Russomano cresceu em Pelotas, onde cursou Medicina na Universidade Federal de Pelotas. Sua formação a levaria para longe do Rio Grande do Sul: ela se tornou doutora em Medicina Espacial pelo King's College de Londres, uma instituição de referência mundial na área. Esse trajeto educacional marcou o início de uma carreira que a posicionaria entre os nomes mais relevantes da pesquisa espacial no Brasil e internacionalmente.
Ao longo das décadas, Russomano construiu uma reputação sólida como especialista em Medicina Espacial e voos espaciais tripulados. Ela foi uma das criadoras do Centro de Microgravidade da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, instituição que se tornou referência na pesquisa de como o corpo humano se comporta em ambientes de ausência de gravidade. Além disso, participou da fundação do Centro de Estudos de Medicina Aeroespacial na Universidade de Lisboa, expandindo sua influência para além das fronteiras brasileiras e consolidando colaborações internacionais que marcaram sua trajetória.
A InnovaSpace, organização que ela liderou cientificamente, ressaltou em comunicado que Russomano era movida por uma paixão genuína pela colaboração entre pesquisadores de diferentes países, pela educação e pela democratização do conhecimento científico. Segundo a instituição, ela acreditava profundamente na importância de compartilhar descobertas, estimular a curiosidade nas novas gerações e abrir caminhos para que outros pudessem contribuir com a ciência espacial.
Não haverá velório. Conforme apurado, o corpo de Thais será cremado e suas cinzas serão depositadas junto ao túmulo de sua mãe, a professora Nailê Russomano, em Pelotas. O gesto marca um retorno simbólico à cidade onde ela construiu suas primeiras formações e que permaneceu significativa em sua vida.
Citazioni salienti
Thais era apaixonada pela colaboração internacional, pela educação e por tornar a ciência espacial acessível a todos— InnovaSpace