Aos 77 anos, morreu Paulo Roberto Teixeira, o médico que, em 1983, transformou o medo coletivo diante da aids em política pública — e que passou as décadas seguintes insistindo que saúde não é mercadoria, mas direito. Sua trajetória atravessou governos e continentes, do Sistema Único de Saúde brasileiro às salas da Organização Mundial da Saúde, sempre guiada pela mesma convicção: que nenhum preço de patente deveria valer mais do que uma vida. O Brasil perde um dos arquitetos silenciosos de uma das respostas mais ousadas à epidemia de aids no mundo.
Morre Paulo Roberto Teixeira, pioneiro da resposta brasileira à aids
A morte de Paulo Roberto Teixeira representa a perda de um líder fundamental na resposta à epidemia de aids, que dedicou sua vida à defesa do acesso universal à saúde e aos direitos humanos.