Paulo Roberto Teixeira, o médico que ensinou o Brasil a encarar a aids não como estigma, mas como questão de direitos humanos, morreu aos 77 anos no último sábado. Desde os anos 1980, quando a doença era envolta em medo e desconhecimento, ele construiu pontes entre o Estado, a sociedade civil e o mundo — questionando patentes, defendendo genéricos e ajudando a reescrever as regras globais do acesso à saúde. Sua trajetória lembra que políticas públicas, quando guiadas por convicção ética, podem salvar milhões de vidas.