Ensinou que é preciso amar sem vergonha ou pudor
Na noite de um domingo de julho, Brasília perdeu Gautama Antulio Brandão, neurologista e neurocirurgião que dedicou décadas ao cuidado do sistema nervoso humano e, com igual empenho, ao cultivo de relações marcadas pela afeto e pela ética. Tinha 62 anos quando complicações cardiovasculares o venceram, deixando quatro filhos e uma comunidade médica que o reconhecia não apenas pela competência técnica, mas pela humanidade rara com que exercia sua profissão. Sua partida nos lembra que os maiores legados raramente cabem em currículos.
- Complicações cardiovasculares que se arrastavam há tempos ceifaram a vida do médico na madrugada de domingo, aos 62 anos — uma idade em que muitos ainda estão no auge da carreira.
- A morte repentina deixou quatro filhos órfãos e provocou comoção na comunidade médica do Distrito Federal, que perdeu uma referência em neurologia e neurocirurgia.
- O CRM-DF emitiu nota de pesar reconhecendo a contribuição de Brandão às instituições brasilienses, como o Hospital de Base e a rede Neurocenter, onde construiu reputação de rigor ético e dedicação.
- Seu filho Heitor, ele próprio médico, tornou-se a voz da família ao descrever um pai que enfrentou preconceitos desde cedo e transformou essas experiências em uma filosofia de amor sem pudor — levada tanto para o lar quanto para o consultório.
- O velório e a cremação, realizados na quinta-feira na Asa Sul, marcaram a despedida pública de um homem cuja maior herança, segundo os que o conheceram, não foi técnica, mas humana.
Gautama Antulio Brandão tinha 62 anos quando o coração parou, por volta das 23 horas de um domingo de julho. As complicações cardiovasculares que o acompanhavam há tempos finalmente o venceram, deixando para trás quatro filhos e décadas de uma carreira construída com rigor e afeto no Distrito Federal.
Formado pela Universidade Federal de Goiás, Brandão fincou raízes profissionais em Brasília, passando pelo Hospital de Base do DF, pela rede Neurocenter e pelo Hospital Santa Helena. Nessas instituições, consolidou uma reputação que ia além da competência técnica em neurologia e neurocirurgia: era reconhecido pela ética do cuidado, pelo respeito que inspirava em colegas e pacientes.
Seu filho Heitor, que seguiu os passos do pai na medicina, descreveu um homem despojado e carismático, capaz de fazer amizades com facilidade por onde passava. Gautama enfrentou preconceitos desde a infância — dificuldades que moldaram seu caráter sem o amargurar. A lição que mais marcou os filhos, porém, foi outra: a de que era preciso amar sem vergonha, que todas as pessoas mereciam dar e receber amor. Essa filosofia não ficava restrita ao lar; ela atravessava as portas do consultório e definia a forma como tratava cada paciente.
O velório aconteceu na quinta-feira, 9 de julho, na Capela 06 do Cemitério Campo da Esperança, na Asa Sul, seguido de cremação. O Conselho Regional de Medicina do DF emitiu nota de pesar, reconhecendo a perda para a comunidade médica brasiliense. João Marcos, Heitor, Tales e Sophia agora carregam a ausência de um pai que acreditava, acima de tudo, que o amor era o fundamento de tudo o que valia a pena construir.
Gautama Antulio Brandão tinha 62 anos quando o coração parou, por volta das 23 horas de um domingo de julho. As complicações cardiovasculares que o acometiam há tempos finalmente o venceram. Ele deixava para trás quatro filhos, uma carreira de décadas como neurologista e neurocirurgião no Distrito Federal, e a memória de um homem que seus colegas e pacientes descrevem como alguém raro.
Formado pela Universidade Federal de Goiás, Brandão construiu sua vida profissional em Brasília. Passou pelo Hospital de Base do Distrito Federal, pela rede Neurocenter e pelo Hospital Santa Helena — instituições onde consolidou uma reputação de dedicação à neurologia e à neurocirurgia. Não era apenas um médico competente; era alguém que levava a sério a ética do cuidado, que seus colegas reconheciam e respeitavam.
Mas quem o conheceu pessoalmente lembra de outras coisas também. Seu filho Heitor, que também se tornou médico, descreveu um homem despojado e carismático, alguém que fazia amizades com facilidade por onde passava. Gautama tinha um jeito autoconfiante que atraía as pessoas. Heitor relembra que o pai enfrentou preconceitos desde a infância, dificuldades que moldaram seu caráter mas não o amarguraram.
O que Heitor mais destaca, porém, é a lição que recebeu sobre amor. Seu pai ensinou aos filhos que era preciso amar sem vergonha, sem pudor, que todas as pessoas mereciam ser amadas e amar. Essa filosofia não ficou restrita à vida familiar — Gautama a levava também para o consultório, para o trato com seus pacientes. Era a marca de sua prática médica: a dedicação técnica aliada a uma humanidade genuína.
O velório aconteceu na quinta-feira, 9 de julho, na Capela 06 do Cemitério Campo da Esperança, na Asa Sul, das 14 às 16 horas. A cremação seguiu-se imediatamente após, às 16h15. O Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal emitiu uma nota de pesar reconhecendo a perda e expressando condolências aos familiares, amigos, colegas e pacientes que compartilharam a trajetória do médico.
Heitor, ao falar sobre o pai, não conseguiu conter a emoção. Descreveu Gautama como um homem ímpar, cuja maior herança seria o amor que ensinou e praticou. Quatro filhos — João Marcos, Heitor, Tales e Sophia — agora lidam com a ausência de um pai que deixou marcas profundas em tudo o que tocou. A comunidade médica de Brasília perde um profissional exemplar; a família perde um homem que acreditava que o amor era o fundamento de tudo.
Notable Quotes
Gautama Antulio Brandão foi um homem ímpar, que lidou com muitos preconceitos por sua aparência e com muitas dificuldades desde a infância. Médico neurologista exemplar, sua ética de trabalho e sua dedicação à ciência do cuidado impressionava a todos— Heitor Brandão, filho do médico
Seu maior legado será o amor que ensinou aos filhos, com o qual tratou seus pacientes e todas as pessoas ao seu redor— Heitor Brandão
The Hearth Conversation Another angle on the story
O que fez Gautama diferente de outros neurologistas em Brasília?
Ele não separava a técnica da humanidade. Seus filhos falam de um homem que tratava pacientes como pessoas inteiras, não como casos clínicos. Isso é raro.
Seu filho Heitor também é médico. Você acha que herdou essa abordagem?
Parece que sim. Heitor fala com admiração sobre como o pai ensinava que o amor era central — não apenas na família, mas no trabalho também. Isso não é algo que se aprende em faculdade de medicina.
Gautama enfrentou preconceitos desde criança. Como isso moldou quem ele se tornou?
Parece ter feito dele mais empático, não mais amargo. Alguém que compreendeu na pele o que era ser julgado, e por isso tratava os outros com mais cuidado.
Ele trabalhou em três instituições importantes. Qual era seu impacto real?
Era respeitado. O CRM-DF não faz nota de pesar para qualquer médico. Havia algo em sua ética profissional que deixava marca.
Como você imagina que seus pacientes o viam?
Como alguém que realmente se importava. Não era só competência técnica — era presença. Heitor diz que o pai tinha um jeito carismático, despojado. As pessoas se sentiam vistas por ele.
Quatro filhos. Qual é o peso dessa perda para eles agora?
Imenso. Perdem não apenas um pai, mas alguém que foi modelo vivo de como viver com integridade e amor. Heitor diz que agora lidam com a dor de sua partida, mas também com a responsabilidade de continuar o que ele começou.