Gunther von Hagens, o anatomista alemão que transformou cadáveres humanos em instrumentos de educação pública ao inventar a plastinação, morreu aos 81 anos deixando um legado que a humanidade ainda não sabe ao certo como classificar. Por décadas, suas exposições Body Worlds levaram 58 milhões de pessoas a contemplar a própria mortalidade diante de corpos preservados em poses que revelavam músculos, órgãos e esqueletos com clareza perturbadora. Ele viveu entre a fronteira da ciência e da ética, e escolheu, como último gesto, cruzá-la mais uma vez — seu próprio corpo será plastinado, tornando-se
Morre Gunther von Hagens, criador das polêmicas exposições Body Worlds
Nenhum impacto direto de vítimas, mas questões éticas sobre dignidade de cadáveres humanos utilizados em exposições públicas.