Morre Dona Maria do Pompéu, ícone da culinária e tradição em Sabará

Falecimento de Dona Maria do Pompéu, aos 94 anos, deixa lacuna irreparável no cenário gastronômico e cultural de Sabará.
A mente e o coração por trás do Festival do Ora-Pro-Nóbis
Como a prefeitura de Sabará descreveu o papel de Dona Maria na preservação das tradições culturais da cidade.
Mark

O que tornava Dona Maria tão central para a identidade de Sabará?

Mimi

Ela não era apenas uma cozinheira — era a fundadora do primeiro restaurante da região. Seu trabalho criou um espaço onde a culinária tradicional se tornou um ato de memória e pertencimento.

Mark

Como uma pessoa chega a ser tão importante para uma comunidade inteira?

Mimi

Através de décadas de presença, de receitas que conectam gerações, de um restaurante que funciona até hoje com seu nome. Ela criou o Festival de Ora-Pro-Nóbis, que virou parte da identidade cultural da cidade.

Mark

A homenagem que recebeu no festival, pouco antes de sua morte, foi uma despedida?

Mimi

Talvez tenha sido. O tema daquele festival — Resgate da Memória Afetiva — parecia feito para ela. A associação de moradores pediu especificamente que ela fosse protagonista. Era um reconhecimento em vida.

Mark

O que significa uma "lacuna irreparável" no contexto de uma cidade?

Mimi

Significa que não há substituição simples. Dona Maria era a ligação viva entre o passado e o presente. Seu conhecimento, sua presença, sua forma de estar — isso não se replica.

Mark

Seu restaurante continua. Isso é suficiente para manter seu legado?

Mimi

É um começo. O restaurante segue funcionando, as receitas continuam sendo feitas. Mas o que se perde é a pessoa por trás delas — a alegria, a fé, o amor que ela colocava em cada coisa.

  • Maria Torres da Fonseca faleceu aos 94 anos em 25 de julho
  • Fundadora do primeiro restaurante de Sabará, na Região Metropolitana de BH
  • Homenageada na 27ª edição do Festival de Ora-Pro-Nóbis em junho
  • Prefeitura decretou três dias de luto

Dona Maria do Pompéu, símbolo da culinária tradicional em Sabará, faleceu aos 94 anos nesta sexta-feira (25/7). Prefeitura decretou luto de três dias; ela foi homenageada na 27ª edição do Festival de Ora-Pro-Nóbis no mês passado.

Maria Torres da Fonseca, conhecida como Dona Maria do Pompéu, faleceu aos 94 anos em Sabará. Fundadora do primeiro restaurante da região, foi homenageada no Festival de Ora-Pro-Nóbis e deixa legado gastronômico e cultural.

Maria Torres da Fonseca morreu na sexta-feira, 25 de julho, aos 94 anos. Conhecida em toda Sabará como Dona Maria do Pompéu, ela era mais que uma cozinheira — era a fundadora do primeiro restaurante da região, segundo a prefeitura municipal, e uma guardiã viva das tradições que moldaram a identidade gastronômica e cultural da cidade na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Seu restaurante, que leva seu nome até hoje, funcionava como um espaço onde receitas e histórias se entrelaçavam. Há pouco mais de um mês, em junho, Dona Maria havia sido homenageada como protagonista da 27ª edição do Festival de Ora-Pro-Nóbis, um evento que ela ajudou a criar e que se tornou inseparável de seu nome. O tema daquele festival — O Resgate da Memória Afetiva — não era coincidência. A secretária de Turismo de Sabará, Jussara Paim, explicou na ocasião que a própria associação de moradores do bairro Pompéu havia solicitado que Dona Maria fosse o centro das celebrações. "A Dona Maria é a criadora do Pompéu. Homenageá-la é reconhecer a importância dela na história gastronômica e afetiva de Sabará", disse Paim.

A prefeitura municipal decretou três dias de luto pela sua morte. Em comunicado publicado nas redes sociais, o Executivo municipal escreveu: "Mulher apaixonada por suas raízes, que foi a mente e o coração por trás do Festival do Ora-Pro-Nóbis. Sabará agradece e se despede com respeito, saudade e eterno carinho". O prefeito Rodolfo Tadeu da Silva também prestou homenagem, afirmando que Dona Maria havia marcado profundamente a história da cidade com sua alegria, fé e amor por Sabará, deixando um exemplo de dedicação que jamais seria esquecido.

A família anunciou a morte através das redes sociais do restaurante. "As lembranças que ela deixa são doces como suas receitas, acolhedoras como seu abraço e marcantes como sua presença. Seu legado continuará vivo em cada cantinho do nosso restaurante e nos corações de todos que tiveram a honra de conhecê-la", escreveram. A Guarda Civil, a Câmara Municipal e a Associação dos Moradores e Amigos do Bairro Pompéu também divulgaram homenagens. A associação, cujos membros haviam sugerido que Dona Maria fosse homenageada no festival, publicou que sua partida deixava "uma lacuna irreparável no cenário gastronômico e cultural, mas sua memória e suas contribuições permanecerão vivas em cada prato e em cada edição do festival que tão carinhosamente criou".

O velório foi realizado no sábado, 26 de julho, na quadra da Escola Municipal Rosalina Alves Nogueira, em Sabará, das 10h às 16h, seguido pelo sepultamento no cemitério do Bairro Pompéu. Seu restaurante continua funcionando, carregando adiante o trabalho de uma vida dedicada à preservação das tradições culinárias que definiram Sabará.

Dona Maria marcou profundamente a história da nossa cidade, com sua alegria, sua fé e seu amor por Sabará
— Prefeito Rodolfo Tadeu da Silva
Sua partida deixa uma lacuna irreparável no cenário gastronômico e cultural
— Associação dos Moradores e Amigos do Bairro Pompéu
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