A mais de um ano das eleições de 2026, o Paraná começa a revelar seus contornos políticos: uma pesquisa do instituto Real Time Big Data, encomendada pela 3 Poderes Mídia e registrada no TSE, coloca Sergio Moro à frente da corrida pelo governo estadual, mas os números de segundo turno sugerem que a disputa está longe de ser decidida. Como toda fotografia eleitoral, esses dados capturam um instante — não um destino.
Moro lidera pesquisa para governador do Paraná em 2026 com 40% dos votos
Moro lidera, mas Sandro Alex o empataria em segundo turno
Por que a diferença entre a pesquisa espontânea e a estimulada é tão grande? Moro tem 25% quando não vê o nome dele, mas 40% quando vê.
É porque muita gente ainda não tem uma escolha clara. Quando você não apresenta os nomes, um terço dos entrevistados não sabe responder. Quando você mostra os candidatos, as pessoas conseguem escolher. Isso é normal em pesquisas eleitorais.
Mas isso também significa que há muito voto flutuante. Quarenta por cento é a liderança dele hoje, mas se a campanha mudar, esses números podem se mover bastante.
E esse empate entre Moro e Sandro Alex no segundo turno — é realmente um empate ou está dentro da margem de erro?
Está dentro da margem de erro de 2 pontos. Então tecnicamente, sim, é um empate numérico. Mas a margem de erro significa que Moro poderia estar em 48% e Sandro em 52%, ou vice-versa.
Exatamente. A pesquisa não nos diz quem ganharia nesse cenário. Diz apenas que não há separação clara entre eles nesse momento.
E Requião Filho? Ele parece estar em terceiro lugar de forma consistente.
Sim, ele fica em 26% no primeiro turno estimulado e 17% na espontânea. Mas quando enfrenta Sandro Alex em segundo turno, perde com 61% contra 39%. Isso sugere que ele tem menos potencial de crescimento.
Ou que ele é mais polarizador — as pessoas que não votam nele têm uma opinião mais formada contra ele. Mas a pesquisa não nos diz por quê.
Qual é o tamanho da amostra e por que isso importa?
São 1.600 entrevistados, o que é um tamanho respeitável. Quanto maior a amostra, mais confiável tende a ser o resultado.
E o nível de confiança é 95%, o que é o padrão. Mas ainda assim, uma em cada vinte pesquisas com essa metodologia pode estar errada. É por isso que você não deve tomar uma pesquisa isolada como verdade absoluta.
Le Pouls
- Moro lidera com folga no primeiro turno estimulado, acumulando 40% dos votos válidos contra 32% de Sandro Alex e 26% de Requião Filho.
- A pesquisa espontânea revela uma tensão oculta: 32% dos eleitores ainda não sabem em quem votar, sinalizando que o campo está longe de consolidado.
- No segundo turno, a liderança de Moro se fragmenta — contra Sandro Alex, o resultado seria um empate técnico de 50% a 50%, expondo sua vulnerabilidade.
- Sandro Alex demonstra força própria ao vencer Requião Filho com 61% em um eventual confronto direto, posicionando-se como o principal adversário de Moro.
- Com margem de erro de 2 pontos e confiança de 95%, a pesquisa oferece uma bússola confiável, mas o calendário eleitoral ainda reserva espaço amplo para reviravolta.
A mais de um ano das eleições de 2026, o Paraná começa a revelar seus contornos políticos: uma pesquisa do instituto Real Time Big Data, encomendada pela 3 Poderes Mídia e registrada no TSE, coloca Sergio Moro à frente da corrida pelo governo estadual, mas os números de segundo turno sugerem que a disputa está longe de ser decidida. Como toda fotografia eleitoral, esses dados capturam um instante — não um destino.
O instituto Real Time Big Data divulgou uma pesquisa sobre as intenções de voto para o governo do Paraná em 2026, baseada em 1.600 entrevistas realizadas entre 28 de setembro e 1º de outubro. O levantamento, registrado no TSE sob o número PR-04002/2026, tem margem de erro de 2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
No cenário estimulado — quando os nomes dos candidatos são apresentados aos eleitores —, Sergio Moro, do PL, lidera com 40% dos votos válidos. Sandro Alex, do PSD, aparece em segundo com 32%, e Requião Filho, do PDT, em terceiro com 26%. A vantagem de Moro é real, mas não confortável o suficiente para encerrar o debate.
A pesquisa espontânea, feita sem apresentar os nomes, revela um eleitorado ainda em formação: Moro cai para 25%, Sandro Alex vai a 18% e Requião Filho a 17%, enquanto 32% dos entrevistados declaram não saber em quem votar. Esse abismo entre os dois cenários é típico de eleições distantes e mostra o quanto o reconhecimento de nome ainda pesa nas escolhas.
Nos simulados de segundo turno, o quadro se torna mais dramático. Moro venceria Requião Filho com larga margem — 67% a 33% —, mas empataria tecnicamente com Sandro Alex, com ambos marcando 50%. Em um confronto entre Sandro Alex e Requião Filho, o candidato do PSD sairia vitorioso com 61%. Os números desenham uma corrida aberta, onde alianças e eventos futuros ainda têm muito a dizer.
O instituto Real Time Big Data divulgou na sexta-feira uma fotografia do cenário eleitoral para o governo do Paraná em 2026, baseada em 1.600 entrevistas realizadas entre 28 de setembro e 1º de outubro. A pesquisa mostra Sergio Moro, do PL, em posição de liderança clara no primeiro turno, com 40% dos votos válidos — aqueles que excluem brancos, nulos e indecisos.
Na disputa estimulada, onde os nomes dos candidatos são apresentados aos eleitores, Moro mantém uma vantagem de 8 pontos percentuais sobre Sandro Alex, do PSD, que aparece com 32%. Requião Filho, do PDT, fica em terceiro lugar com 26% das intenções de voto. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais, o que significa que os números podem oscilar dentro dessa faixa. Candidatos menores — Luiz França, do Missão, e outros — somam percentuais residuais.
Quando se pergunta aos eleitores espontaneamente em quem pretendem votar, sem apresentar os nomes dos candidatos, o quadro muda significativamente. Nesse cenário, Moro ainda lidera com 25%, mas a indecisão cresce: 32% dos entrevistados dizem não saber em quem votar. Sandro Alex aparece com 18% e Requião Filho com 17%. Essa diferença entre a pesquisa espontânea e a estimulada é comum em levantamentos eleitorais e reflete o quanto o conhecimento dos nomes dos candidatos influencia as escolhas dos eleitores.
O instituto também testou três cenários de segundo turno. Em um confronto direto entre Moro e Requião Filho, Moro venceria com 67% contra 33%. Já em um segundo turno entre Moro e Sandro Alex, a disputa seria equilibrada: ambos atingiriam 50% cada um, configurando um empate técnico. Se Sandro Alex enfrentasse Requião Filho, o candidato do PSD sairia vitorioso com 61% contra 39%.
A pesquisa foi contratada pela 3 Poderes Mídia e Comunicação Ltda. e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número PR-04002/2026. O nível de confiança é de 95%, o que significa que há alta probabilidade de os resultados refletirem a realidade da população paranaense dentro da margem de erro estabelecida. Esses números oferecem um ponto de referência para entender como o eleitorado paranaense está se posicionando a pouco mais de um ano das eleições, embora pesquisas de intenção de voto sejam sempre uma leitura do momento, sujeita a mudanças conforme a campanha avança e novos eventos políticos ocorrem.
Citations marquantes
Na pesquisa espontânea, 32% dos eleitores dizem não saber em quem votar, indicando alta indecisão no eleitorado paranaense— Real Time Big Data