Em um país onde a política frequentemente se fragmenta entre personalidades e não entre ideias, o ministro Alexandre de Moraes ergueu sua voz para propor uma reorientação profunda: substituir gradualmente o voto proporcional de lista aberta por um sistema distrital misto, apostando que partidos mais fortes produziriam um Congresso mais capaz de governar. A proposta, enunciada no Tribunal de Contas do Município de São Paulo, carrega o peso de quem ocupa um dos assentos mais influentes da República — mas ainda precisa percorrer o longo caminho entre o auditório e a Constituição.