Enquanto a crise migratória em Ceuta coloca a Europa perante escolhas difíceis, o primeiro-ministro português Luís Montenegro optou por uma via de contenção serena: reforçar a vigilância nas fronteiras sul do país sem abdicar dos princípios que sustentam o espaço Schengen. A sua posição, enunciada à margem de uma cerimónia em Vila do Conde, reflete uma convicção mais ampla — que a resposta ao sofrimento humano nas fronteiras exige ponderação, não precipitação. Portugal reconhece a tragédia das vidas perdidas no mar e na terra, mas recusa que o medo dite a arquitetura das liberdades europeias.
Montenegro rejeita suspensão de Schengen mas reforça vigilância nas fronteiras
A crise migratória em Ceuta resulta em perda de vidas de migrantes que tentam entradas ilegais na Europa.