O fosfato, molécula que sustenta a própria arquitetura da vida, revela agora uma face ambígua: pesquisadores descobriram que tumores sequestram os mesmos mecanismos energéticos que mantêm nossas células funcionando para silenciar o sistema imunológico e favorecer sua própria expansão. No câncer de mama e de fígado, enzimas presentes na superfície das células tumorais degradam sinais de alarme biológico e convertem subprodutos do metabolismo em ferramentas de invasão. Essa compreensão abre uma nova fronteira terapêutica: interferir no microambiente químico ao redor do tumor pode ser tão decisiv