Num momento em que o outono anuncia maior procura de energia e as tensões geopolíticas na região persistem, a Moldávia ativou um estado de emergência para proteger o acesso da sua população a recursos tão fundamentais quanto a luz, o combustível e a água. A medida, que entra em vigor no sábado, não é um sinal de colapso, mas de antecipação — um país pequeno, com infraestruturas envelhecidas, a escolher a precaução como forma de soberania. Na história das nações vulneráveis, reconhecer a fragilidade antes da crise é, por vezes, o ato mais lúcido de governação.