No coração de Marib, destroços de um míssil balístico chinês DF-15A emergem do solo iemenita como um espelho involuntário dos segredos que os Estados guardam mesmo em guerras declaradas. A Arábia Saudita, que nunca admitiu operar essa arma, vê agora revelado um fragmento de seu arsenal mais protegido — num conflito que, após breve trégua, voltou a consumir vidas e infraestruturas com renovada ferocidade. O achado não é apenas técnico: é um lembrete de que as guerras modernas carregam camadas de opacidade que só os destroços, por acidente, têm o poder de desfazer.