Em um país onde a gestão de recursos energéticos raramente escapa de suspeitas de favoritismo, o ministro Alexandre Silveira escolheu uma metáfora improvável — um caminhão de japoneses — para afirmar um princípio antigo: a igualdade perante as regras. A ocasião foi a aprovação, pelo Conselho Nacional de Política Energética, de novas normas que permitem à estatal Pré-Sal Petróleo vender gás natural diretamente à indústria nacional, por meio de leilões de curto e longo prazo. A mudança é técnica, mas a mensagem política é clara: nenhum agente econômico terá preferência na fila.