Há catorze anos que a lei portuguesa garante o acesso livre às praias, mas a cada verão a dúvida regressa como a maré. A ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, reafirmou esta semana que os areais pertencem a todos, com exceção das zonas concessionadas e das faixas reservadas aos meios de socorro — e que cabe às câmaras municipais tornar essa verdade visível através de sinalética clara. É um lembrete de que as leis, por si sós, não bastam: precisam de ser comunicadas para que existam na prática.
Ministra garante que areais são livres fora das concessões
Os areais são livres, exceto onde a lei diz que não são
Portanto, a ministra está a dizer que as praias sempre foram livres fora das concessões. Mas porque é que isto é notícia agora?
Porque há confusão no terreno. Os banhistas não sabem onde podem pôr a toalha, onde podem estar. A sinalética não está clara em muitos sítios.
Mas a ministra tem dados sobre quantas praias têm sinalética inadequada? Ou está a falar em geral?
Ela diz que a maioria está bem, mas não dá números específicos. É mais uma reafirmação do princípio.
E as câmaras — elas sabem que têm esta responsabilidade?
Teoricamente sim. A lei existe desde 2012. Mas parece que nem todas estão a fazer o trabalho de sinalização como deviam.
A federação de concessionários propõe revisões anuais. Isso significa que o sistema atual não está a funcionar?
Parece que sim. Se precisam de revisões anuais, é porque há algo que não está estável ou claro.
E se uma câmara não colocar a sinalética correta? Há consequências?
A fonte não diz. Não sabemos se há multas, se há fiscalização, se há algo que force as autarquias a cumprir.
É um vazio na história. Sabemos qual é o problema, sabemos o que deveria ser feito, mas não sabemos como se garante que é feito.
Il Polso
- A confusão regressa todos os verões: banhistas chegam às praias sem saber onde podem estender a toalha sem pagar, porque a sinalética existente nem sempre distingue o que é concessão do que é domínio público.
- A ministra Carvalho foi direta: a lei não mudou desde 2012 e a responsabilidade pela clareza no terreno é das autarquias, não do governo central.
- Se alguma sinalética estiver a induzir os banhistas em erro — sugerindo que só as zonas não concessionadas estão disponíveis — as câmaras têm de corrigir imediatamente essa informação.
- A Federação de Concessionários reconhece que a lei é cumprida, mas alerta para ambiguidades na aplicação prática das regras sobre sinalização das zonas de guarda-sóis.
- A proposta da federação é concreta: revisões anuais das zonas antes de cada época balnear, para que operadores, autarquias e banhistas partam todos do mesmo mapa.
Há catorze anos que a lei portuguesa garante o acesso livre às praias, mas a cada verão a dúvida regressa como a maré. A ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, reafirmou esta semana que os areais pertencem a todos, com exceção das zonas concessionadas e das faixas reservadas aos meios de socorro — e que cabe às câmaras municipais tornar essa verdade visível através de sinalética clara. É um lembrete de que as leis, por si sós, não bastam: precisam de ser comunicadas para que existam na prática.
A questão do acesso às praias portuguesas volta a animar conversas neste verão, mas a ministra do Ambiente tem uma resposta firme: a lei não mudou. Os areais são de acesso livre para qualquer banhista, com apenas duas exceções — as áreas concessionadas a operadores privados e as faixas de segurança reservadas aos meios de socorro.
Maria da Graça Carvalho fez estas declarações durante uma visita à Praia da Fuseta-mar, em Olhão, e foi clara quanto às responsabilidades: são as câmaras municipais que devem afixar os planos de praia e garantir sinalética visível que distinga as zonas concessionadas, as áreas de segurança e o espaço de livre acesso. A norma que regula estas regras data de 2012 — já com catorze anos — e a ministra considerou que a maioria da sinalética existente está em conformidade. Ainda assim, admitiu que sinais que orientem os banhistas apenas para zonas não concessionadas, criando a ilusão de que essas são as únicas disponíveis, precisam de ser corrigidos.
A Federação Portuguesa de Concessionários de Praia, pela voz da sua presidente Paula Vilafanha, reconheceu que a lei está a ser cumprida, mas apontou incertezas na forma como as regras são aplicadas no terreno. A solução proposta é simples e prática: revisões anuais da localização das diferentes zonas antes de cada época balnear, para que operadores, autarquias e banhistas trabalhem sempre com a mesma informação atualizada. O problema identificado não é a lei em si, mas a distância entre o que está escrito e o que cada pessoa encontra quando chega à praia.
A questão dos guarda-sóis e toalhas nas praias portuguesas volta a ocupar conversas nesta época de banhos, mas a ministra do Ambiente tem uma resposta clara: a lei não se alterou, e o princípio permanece o mesmo desde há anos. Os areais são de acesso livre para qualquer pessoa, com duas únicas exceções — as zonas que foram concessionadas a operadores privados e as faixas de segurança reservadas para que os meios de socorro possam intervir rapidamente em caso de emergência.
Maria da Graça Carvalho, durante uma visita à Praia da Fuseta-mar em Olhão onde decorre uma operação de reposição de areia, colocou a responsabilidade clara nas autarquias. São as câmaras municipais que devem desenhar e afixar os planos de praia, colocar sinalética visível que indique quais as áreas concessionadas, quais as de segurança, e deixar evidente que tudo o resto pertence ao domínio público. A governante sublinhou que a norma que clarifica estas regras data de 2012 — já com catorze anos — e que a maioria da sinalética existente está em conformidade com o estabelecido.
Mas a ministra não fechou os olhos a possíveis falhas. Se a sinalética colocada nos areais estiver a orientar os banhistas apenas para zonas não concessionadas, criando a ilusão de que essas são as únicas áreas disponíveis, então esses sinais precisam de ser revistos. As autarquias têm de corrigir a informação para que não haja ambiguidade. Carvalho insistiu que cada câmara municipal deve comunicar com clareza, tanto através de placas no terreno como de esquemas à entrada da praia, explicando: este espaço é concessão, este é zona de segurança, tudo o resto é livre.
A Federação Portuguesa de Concessionários de Praia reconhece que a lei está a ser cumprida, mas alertou para incertezas na forma como as regras sobre a sinalização das zonas de guarda-sóis são aplicadas na prática. Paula Vilafanha, presidente da federação, propôs que sejam feitas revisões anuais da localização das diferentes zonas antes de cada época balnear, uma medida que poderia reduzir dúvidas e garantir que todos os intervenientes — operadores, autarquias e banhistas — trabalham com a mesma informação. A proposta aponta para um problema real: mesmo que a lei seja clara, a sua execução no terreno pode gerar confusão se não houver comunicação consistente e atualizada.
Citazioni salienti
A lei não mudou e estou convencida de que a maior parte da sinalética está bem e está de acordo com a lei— Maria da Graça Carvalho, ministra do Ambiente
Cabe às câmaras municipais fazer as concessões e divulgar o plano de praia, tanto através da sinalética, como através de um esquema à entrada da praia— Maria da Graça Carvalho