No mesmo dia em que milhares de estudantes portugueses recebiam as notas dos seus exames nacionais, o Ministério da Educação tornava público um contrato de 701 mil euros com uma consultora externa, assinado a 9 de julho. A coincidência de datas não passou despercebida: num momento em que o sistema educativo enfrentava críticas generalizadas sobre organização e gestão, a visibilidade de uma despesa desta dimensão convida à reflexão sobre como as instituições comunicam as suas prioridades — e sobre o peso simbólico do momento em que o fazem.