Aos 19 anos, o argentino Milo J chega ao Brasil pelo Rock In Rio carregando mais do que músicas: traz uma afirmação de identidade que atravessa toda sua obra. Nascido na periferia de Buenos Aires, ele mistura folclore andino e rioplatense com trap e rap para reivindicar o que chama de ser 'marrom' — a presença indígena, mestiça e não branca que, segundo ele, constitui a América Latina real. Num momento em que a cultura latino-americana ganha projeção global, sua estreia brasileira é também um gesto político e estético de recusa ao apagamento das próprias raízes.