Na manhã de 30 de julho de 2026, entre dois mil e três mil pessoas atravessaram simultaneamente a fronteira entre Marrocos e Ceuta — a nado, entre ondas, ou escalando cercas — em busca do único ponto onde a África toca fisicamente o solo da União Europeia. O que os vídeos registraram não foi apenas uma crise de segurança, mas a expressão coletiva de uma disparidade que nenhuma cerca ou patrulha marítima consegue, por si só, resolver. Ceuta e Melilla existem como paradoxos geográficos: cidades europeias no continente africano, onde a esperança e o desespero se encontram na linha d'água.
Milhares de imigrantes cruzam fronteira entre Marrocos e Ceuta a nado
Milhares de imigrantes realizaram travessia perigosa nadando pela fronteira, enfrentando riscos à vida e sobrecarga dos serviços de resgate.