Há quase dois séculos, a Argentina carrega a reivindicação das Malvinas como uma ferida aberta na memória nacional. Agora, o presidente Javier Milei — outrora discreto sobre o tema — anuncia um projeto de lei para sancionar empresas que perfuram petróleo no arquipélago controlado pelos britânicos, criando um conselho de segurança nacional e prometendo reforço à presença naval na Terra do Fogo. O gesto é ao mesmo tempo uma declaração de soberania e um cálculo político: com aprovação em queda e eleições em 2027, Milei encontra nas Malvinas um terreno onde a nação se une — e onde até adversários