Miami deixou de ser apenas um destino de verão para se tornar o novo centro gravitacional da riqueza americana. Impulsionada pela pandemia, pela ausência de impostos estaduais e pela chegada de nomes como Zuckerberg e Bezos, a cidade superou Nova York em custo de vida e viu mansões atingirem cifras que desafiam a imaginação — US$ 237 milhões por uma propriedade em Key Biscayne. O fenômeno levanta uma questão antiga sobre o acúmulo extremo de riqueza: quando o topo da pirâmide sobe sem limites visíveis, o que sustenta a estrutura abaixo?