MG IM6 chega ao Brasil com 752 cv e aposta em luxo elétrico para enfrentar BYD e Zeekr

Para um SUV de quase cinco metros, a sensação é de conduzir um carro menor.
O teste entre São Paulo e Campos do Jordão destacou suspensão e eixo traseiro esterçante do IM6.
Mark

Qual é a diferença central entre as duas versões do IM6?

Mimi

A de entrada, a R$ 368.990, tem 295 cv, tração traseira e bateria de 75 kWh. A topo, a R$ 439.990, tem 752 cv, tração integral, 800 volts e bateria de 100 kWh.

Mark

E na prática, o que se sente ao dirigir?

Mimi

O teste destacou mais a suspensão do que os motores: ela filtra bem as imperfeições do asfalto. O eixo traseiro esterçante faz o carro parecer menor nas manobras.

Luke

Vale separar o que foi medido do que é declarado. Os 6,4 s e os 18 minutos de recarga vêm da MG, não de medição independente.

Mimi

Certo. A autonomia de 348 km e 400 km, por outro lado, é homologada pelo Inmetro.

Mark

Há pontos fracos?

Mimi

A versão de entrada fica no limite em retomadas fortes e subidas. E o teto de vidro deixa a cabine quente em dia de sol forte.

Luke

E quanto à disputa com BYD e Zeekr? O texto cita Sealion 7 e 7X como rivais, mas não compara preços nem números.

Mimi

Exato, a comparação direta não está feita. O que se sabe é que são concorrentes consolidados e que a MG terá de conquistar espaço.

  • A MG lança o IM6 num segmento de luxo elétrico já disputado por BYD e Zeekr, e cada decisão de preço e equipamento pesa diretamente na disputa.
  • A versão de entrada, por R$ 368.990, entrega 295 cv e autonomia de 348 km, mas trabalha no limite em retomadas e acelerações fortes.
  • A versão topo, por R$ 439.990, com tração integral, 752 cv e 0 a 100 km/h em 3,5 segundos, mostra a ambição de competir pelo desempenho extremo.
  • A suspensão pneumática, o eixo traseiro esterçante e os vidros acústicos atacam o ruído e as imperfeições da estrada, buscando conforto acima de tudo.
  • O teto panorâmico esquenta sob sol forte e o ar-condicionado precisa trabalhar mais, um ponto frágil que pode incomodar quem busca refúgio na cabine.
  • O desafio da marca é transformar esses argumentos em espaço real frente a concorrentes que já conquistaram a confiança do mercado premium.

Num cenário em que o carro elétrico deixa de ser novidade e passa a disputar atenção pelo conforto e pela sensação de refino, a MG apresenta no Brasil o IM6, um SUV de quase cinco metros que procura unir a potência de um esportivo ao silêncio de uma sala de estar sobre rodas. Ao chegar com duas versões, a marca testa até onde o público de alto padrão está disposto a trocar tradição e prestígio consolidado por uma proposta tecnológica vinda da China. O carro não se define pela força bruta, mas pela forma como absorve o asfalto imperfeito e se comporta como um veículo menor do que realmente é. Resta saber se essa promessa de sofisticação conquistará um espaço já ocupado por rivais estabelecidos.

A primeira estrada que o IM6 percorreu foi a de São Paulo até Campos do Jordão, e foi ali que o SUV elétrico de 4,9 metros revelou sua principal aposta. A MG o trata como porta de entrada da linha IM e quer um lugar no território dos elétricos de luxo, prometendo números de esportivo dentro de uma cabine feita para o silêncio.

O que mais impressiona na condução não são os motores, mas a suspensão. Ela filtra remendos e ondulações com discrição, e a versão mais completa traz um sistema pneumático. O eixo traseiro esterçante faz o carro parecer bem menor em manobras, como na entrada de garagens.

A versão de entrada, de R$ 368.990, entrega 295 cv e autonomia homologada de 348 km. Ela cumpre o papel, mas chega perto do limite em retomadas e acelerações fortes. Já a topo de linha, de R$ 439.990, muda de personalidade: tração integral, 752 cv e 0 a 100 km/h em 3,5 segundos, com autonomia de 400 km e recarga de 10% a 80% em 18 minutos em estações compatíveis.

A cabine traz telas generosas, carregamento por indução, teto panorâmico e um pacote de assistência à condução que a marca considera o mais completo de sua linha. Há ressalvas, como o calor que o teto de vidro deixa entrar nos dias de sol forte. O IM6 chega à China de origem, com preços que o colocam diante de rivais já consolidados, e a MG terá de provar que seu luxo elétrico merece atenção.

O trajeto entre São Paulo e Campos do Jordão serviu de palco para o primeiro contato com o IM6, SUV elétrico de 4,9 metro que a MG lança no Brasil como porta de entrada da linha IM, sigla em inglês para "inteligência em movimento". A marca quer espaço no segmento de elétricos de luxo, e o carro chega em duas versões, tentando unir números de esportivo a uma cabine pensada para viajar em silêncio.

Na avaliação das duas configurações, o que mais chamou atenção não foi a força dos motores, e sim a suspensão. O conjunto filtrou bem remendos, ondulações e outras imperfeições do asfalto. Há amortecimento com controle ativo e, na versão mais completa, um sistema pneumático. O eixo traseiro esterçante também faz diferença, sobretudo em manobras: as rodas de trás giram um pouco e facilitam, por exemplo, a entrada em garagens. Para um utilitário de quase cinco metros, a sensação é de conduzir um carro menor.

A versão de entrada custa R$ 368.990. Tem tração traseira, bateria de 75 kWh, 295 cv e autonomia homologada pelo Inmetro de 348 km. Segundo a MG, acelera de 0 a 100 km/h em 6,4 segundos. O desempenho atende, mas trabalha perto do limite em acelerações fortes ou retomadas em subida. Não é um carro lento, só não tem a sobra de potência da versão mais cara.

Essa, anunciada por R$ 439.990, mostra outra personalidade. A arquitetura passa a 800 volts, a bateria sobe para 100 kWh, a tração é integral e a potência chega a 752 cv, com 81,8 kgfm de torque. O zero a 100 km/h cai para 3,5 segundos e a autonomia homologada vai a 400 km. A aceleração é forte, compatível com o que se espera de um elétrico de alta performance. Segundo a MG, a plataforma também encurta a parada no carregador: a bateria pode ir de 10% a 80% em 18 minutos, em estação de corrente contínua compatível.

Por dentro, a MG fala em First Class Cockpit. O entre-eixos de 2,95 metros ajuda no espaço, e os vidros acústicos de dupla camada afastam o ruído de rodagem. O painel é dominado por duas telas horizontais, de 26,3 e de 10,5 polegadas. Há carregador de celular por indução, teto panorâmico curvo, portas sem moldura e sete airbags. O pacote ADAS, o mais completo hoje oferecido pela MG, inclui sistemas de prevenção de colisões, e o modelo recebeu cinco estrelas nos crash tests europeus.

Há ressalvas. O teto de vidro tem tratamento térmico para reduzir a entrada de calor, mas não faz milagre: em dias de sol forte a cabine esquenta e o ar-condicionado trabalha mais. Já no desenho, o SUV mantém os faróis de neblina, item que vem sumindo de vários lançamentos.

Importado da China, o IM6 será vendido em bege, branco, preto e cinza-grafite, com rodas de 20 ou 21 polegadas conforme a versão. O porta-malas leva 665 litros, mais 32 litros no compartimento dianteiro. Entre os principais rivais estão o Zeekr 7X e o BYD Sealion 7, que também apostam em tecnologia e desempenho elétrico. O desafio da MG será abrir espaço diante de concorrentes já consolidados no mercado premium.

A versão de entrada acelera de 0 a 100 km/h em 6,4 segundos.
— MG, segundo a Folha de S.Paulo
Möchten Sie die ganze Geschichte? Das Original lesen bei Folha de S.Paulo ↗
Kontakt FAQ