Há uma lacuna antiga entre o que o cirurgião aprende e o que encontra na sala de operação — e o Brasil está tentando fechá-la. O Instituto de Anatomia Robótica e Treinamento, inaugurado em março, preserva corpos por congelamento em vez de formaldeído, devolvendo aos tecidos a textura, a resistência e o comportamento que a vida lhes deu. Num país onde as cirurgias robóticas cresceram 417% em apenas quatro anos, essa aproximação entre o treino e a realidade não é apenas pedagógica — é uma questão de segurança humana.