Na última sexta-feira de agosto, metalúrgicos paulistas reunidos em assembleia selaram acordos que traduzem, em números e cláusulas, décadas de organização coletiva. O reajuste de 5,40% aprovado para a maioria dos grupos patronais representa não apenas correção salarial, mas a afirmação de que direitos conquistados ao longo de gerações não se negociam a cada ciclo — as cláusulas sociais foram preservadas por mais dois anos. Para os grupos que ainda resistem à mesa, um aviso de greve lembra que a mobilização é, ela mesma, parte do acordo.