Meta lançou Muse Wonder e Muse Wonder Full, modelos de IA com resultados comparáveis aos da Anthropic em raciocínio, escrita e programação. Os modelos serão integrados ao aplicativo Muse e ferramenta Muse Code, com assinaturas mensais variando de US$ 20 a US$ 200 conforme o plano.
Meta lança Muse Wonder para competir com OpenAI e Anthropic
Agentes que tentam alternativas em vez de pedir ajuda
Por que a Meta decidiu agora competir diretamente com OpenAI e Anthropic? Parecia que a empresa estava focada em modelos abertos.
A contratação de Alexandr Wang em 2025 marcou uma mudança de estratégia. A Meta quer diversificar suas fontes de receita além da publicidade, e os modelos avançados são um mercado em crescimento. O Muse Wonder é o primeiro que eles apresentam explicitamente como concorrente de frontier models.
Mas precisamos ser cuidadosos aqui. A Meta afirma que os resultados são "próximos aos" da Anthropic em testes de raciocínio, escrita e programação. Próximos não é igual. Não sabemos os detalhes desses testes ou como foram conduzidos.
E quanto aos agentes pessoais? Isso parece ser o grande diferencial.
Sim, o foco em agentes que conseguem lidar com obstáculos sem pedir ajuda é interessante. Wang mencionou tarefas como fazer reservas em restaurantes — o agente tentaria alternativas se o primeiro restaurante estivesse cheio, por exemplo.
Novamente, são exemplos. Não há dados públicos sobre como o modelo se comporta em cenários reais complexos ou qual é a taxa de sucesso dessas tarefas autônomas.
A questão de segurança parece importante. Houve reclamações sobre acesso não autorizado a mensagens.
A Meta diz que oferece proteções robustas contra usos indevidos de segurança cibernética, mas apenas na versão paga. E quanto às reclamações de acesso a mensagens, Wang argumenta que os usuários podem ter autorizado isso anteriormente e esquecido.
Esse é um ponto crítico. A alegação de acesso não autorizado foi contestada pela empresa, mas não há investigação independente confirmando ou refutando. E o fato de as proteções de segurança estarem apenas na versão paga levanta questões sobre quem fica vulnerável.
Qual é o modelo de negócio aqui?
Múltiplas camadas de preço. Usuários pagam US$ 20 a US$ 100 por mês para o Muse Wonder no aplicativo Muse. Desenvolvedores pagam mais pela API. E o Muse Wonder Full, a versão mais potente, custa US$ 50 a US$ 200 por mês através do Muse Code.
Isso é ambicioso, mas precisamos ver se os usuários realmente pagarão esses valores. A Meta enfrenta concorrência de OpenAI e Anthropic, que já têm produtos estabelecidos. O diferencial precisa ser real, não apenas afirmado.
Houve atrasos no desenvolvimento?
Sim, em julho a Meta suspendeu o pré-treinamento, o que adiou o lançamento para outubro. Os modelos tinham o codinome Watermelon internamente.
Atrasos em IA são comuns, mas não sabemos por quê exatamente a Meta suspendeu o pré-treinamento. Foram problemas técnicos? Questões de segurança? A empresa não detalhou isso.
Der Puls
- Meta lançou Muse Wonder e Muse Wonder Full em 12 de outubro de 2026
- Alexandr Wang, fundador da Scale AI, lidera a divisão de IA da Meta desde junho de 2025
- Assinaturas variam de US$ 20 a US$ 200 por mês conforme o modelo e plano
- Desenvolvimento enfrentou atrasos em julho quando Meta suspendeu etapa de pré-treinamento
Meta lançou Muse Wonder e Muse Wonder Full, modelos de IA com resultados comparáveis aos da Anthropic em raciocínio, escrita e programação. Os modelos serão integrados ao aplicativo Muse e ferramenta Muse Code, com assinaturas mensais variando de US$ 20 a US$ 200 conforme o plano.
Meta apresentou os modelos de IA Muse Wonder e Muse Wonder Full, com foco em programação e agentes pessoais, buscando competir com sistemas avançados da OpenAI e Anthropic através de diferentes planos de assinatura.
A Meta apresentou nesta segunda-feira dois novos modelos de inteligência artificial — o Muse Wonder e o Muse Wonder Full — marcando um passo deliberado da empresa para competir diretamente com os sistemas mais avançados da OpenAI e Anthropic. Os modelos foram desenvolvidos sob a liderança de Alexandr Wang, fundador da startup Scale AI que foi contratado como diretor de inteligência artificial da Meta em junho de 2025. Esta é a primeira vez que a empresa de Mark Zuckerberg apresenta explicitamente seus sistemas como concorrentes de frontier models, aqueles sistemas de IA mais sofisticados que normalmente exigem grande capacidade computacional para funcionar.
O Muse Wonder foi desenvolvido com foco particular em programação e em tarefas complexas executadas por agentes pessoais e profissionais — sistemas que realizam atividades em nome dos usuários. Segundo Wang, o treinamento foi orientado para preparar o modelo a tentar abordagens alternativas quando encontra obstáculos, em vez de simplesmente interromper a atividade e solicitar orientação ao usuário. Os exemplos práticos mencionados incluem tarefas cotidianas como fazer reservas em restaurantes e verificar disponibilidade, com o objetivo de permitir que os agentes lidem melhor com imprevistos durante a execução dessas atividades. A Meta afirma que os modelos apresentam resultados próximos aos das ferramentas mais avançadas da Anthropic em testes de raciocínio, escrita e programação.
O acesso aos novos modelos seguirá diferentes estruturas de preço conforme o tipo de usuário. O Muse Wonder será integrado ao aplicativo Muse, lançado no mês anterior, e exigirá uma assinatura mensal de US$ 20 ou US$ 100 para acesso completo, embora o aplicativo mantenha uma versão gratuita com funcionalidades limitadas. O modelo também estará disponível para desenvolvedores através da Meta Model API, com preço superior ao das assinaturas convencionais por se tratar de um sistema maior e de nível avançado — ainda assim, Wang afirmou que o custo ficará significativamente abaixo do cobrado pelos principais modelos da OpenAI e da Anthropic. O Muse Wonder Full, versão mais potente da nova família, terá acesso restrito aos desenvolvedores que assinarem o Muse Code, ferramenta de IA voltada à engenharia de software, com planos mensais de US$ 50 ou US$ 200.
O lançamento ocorre em contexto de preocupações crescentes sobre o comportamento de modelos avançados e agentes de IA. A Meta destacou que o novo modelo oferece suas proteções mais robustas até o momento contra usos indevidos relacionados à segurança cibernética, embora essas medidas estejam disponíveis apenas na versão paga. A equipe de Wang acompanha incidentes e problemas relacionados ao uso do Muse, e alguns usuários reclamaram nas redes sociais que o agente teria acessado mensagens pessoais sem autorização — uma alegação contestada pela empresa. Wang afirmou que a Meta está orientando os usuários sobre o funcionamento do aplicativo e as permissões concedidas durante as conversas, sugerindo que algumas pessoas podem ter autorizado determinadas comunicações anteriormente e depois se esquecido dessa autorização.
O desenvolvimento do Muse Wonder enfrentou atrasos significativos. Em julho, a Meta suspendeu uma etapa de treinamento conhecida como pré-treinamento, o que adiou o lançamento dos modelos para outubro. Os modelos, que tinham o codinome interno Watermelon, representam mais uma etapa da estratégia da Meta para ampliar sua presença no mercado de IA e aumentar a venda de serviços de inteligência artificial para outras companhias, um segmento no qual OpenAI e Anthropic já ocupam posições relevantes. O lançamento também reflete os esforços da companhia de Zuckerberg para fortalecer sua divisão de IA e ampliar as possibilidades de receita além da publicidade on-line, integrando os novos modelos a produtos existentes e criando múltiplas modalidades de assinatura.
Bemerkenswerte Zitate
O treinamento buscou preparar o sistema para tentar abordagens alternativas quando encontra obstáculos, em vez de interromper a atividade e pedir orientações ao usuário— Alexandr Wang, diretor de inteligência artificial da Meta, em entrevista à CNBC
O custo ficará significativamente abaixo do cobrado pelos principais modelos da OpenAI e da Anthropic— Alexandr Wang, sobre preços da Meta Model API