Na noite de 6 de outubro, diante de um Más Monumental tomado pela emoção, Lionel Messi encerrou sua jornada com a seleção argentina da única forma que sempre soube: criando, assistindo e marcando. Em 208 partidas, ele não apenas acumulou números — 126 gols, 66 assistências, uma Copa do Mundo, duas Copas América —, mas teceu uma identidade coletiva para um país inteiro. As lágrimas que derramou antes mesmo do apito inicial diziam o que nenhuma estatística consegue traduzir: que certas despedidas não são apenas de um jogador, mas de uma era.
Messi se despede da Argentina com lágrimas, vitória e protagonismo em 3 a 0 sobre Benim
O estádio inteiro se levantou, fogos explodiram, o jogo parou
Por que essa partida foi tão diferente de um amistoso comum?
Porque não era apenas um jogo. Era o encerramento de uma era inteira. Messi jogou pela Argentina por mais de duas décadas. Aquele estádio sabia que nunca mais veria ele com a camisa albiceleste.
Mas tecnicamente, como você sabe que foi realmente sua despedida? Ele poderia, teoricamente, voltar?
Ele anunciou publicamente que se despedia. E aos trinta e nove anos, depois de conquistar tudo que havia para conquistar, a intenção é clara.
Qual foi o momento mais marcante para você?
Os fogos de artifício aos dez minutos. O estádio inteiro parou. Até os jogadores de Benim aplaudiam. Você não vê isso todos os dias no futebol.
Quantas pessoas estavam no estádio? O texto não diz.
É verdade, não há número de público registrado. Mas o Más Monumental tem capacidade para mais de oitenta mil pessoas, e era uma despedida de Messi em Buenos Aires.
E quanto ao desempenho dele em campo? Ele ainda estava no nível de sempre?
Aos trinta e nove anos, não. Mas ele criou duas assistências e marcou um gol. Comandou o jogo. Fez o que precisava fazer.
Ele criou muitas chances que não saíram no primeiro tempo. O goleiro de Benim fez defesas boas. Então não foi uma performance arrebatadora, foi uma performance competente de um grande jogador em seu último jogo.
Qual é o legado que ele deixa?
Cento e vinte e seis gols em duzentos e oito jogos. Sessenta e seis assistências. Uma Copa do Mundo. Dois títulos de Copa América. E a marca de ser o único a ganhar melhor jogador da Copa duas vezes.
Mbappé tem mais gols na Copa do Mundo agora — vinte e dois contra vinte e um de Messi. Isso importa?
Para alguns, sim. Mas Messi conquistou a Copa. Mbappé ainda não.
O Pulso
- Messi chorou ao chegar ao estádio e novamente durante o hino, e Scaloni, seu técnico, não conseguiu conter as lágrimas ao seu lado — a emoção tomou conta antes mesmo da bola rolar.
- Aos dez minutos, o árbitro parou o jogo por um minuto e trinta segundos enquanto jogadores dos dois times aplaudiam e fogos de artifício rasgavam o céu de Buenos Aires.
- Mesmo em uma noite de cerimônia, Messi foi decisivo: cobrou o escanteio que gerou o primeiro gol, deu o passe para o segundo e converteu o pênalti do terceiro — sua última assistência e seu último gol pela Argentina.
- A Argentina encerrou a data Fifa com três vitórias, incluindo goleadas sobre Bolívia e Burkina Faso, mas nenhuma carregava o peso emocional da despedida de seu maior ídolo.
Na noite de 6 de outubro, diante de um Más Monumental tomado pela emoção, Lionel Messi encerrou sua jornada com a seleção argentina da única forma que sempre soube: criando, assistindo e marcando. Em 208 partidas, ele não apenas acumulou números — 126 gols, 66 assistências, uma Copa do Mundo, duas Copas América —, mas teceu uma identidade coletiva para um país inteiro. As lágrimas que derramou antes mesmo do apito inicial diziam o que nenhuma estatística consegue traduzir: que certas despedidas não são apenas de um jogador, mas de uma era.
A carreira de Lionel Messi pela seleção argentina chegou ao fim na noite de terça-feira, 6 de outubro, no Más Monumental em Buenos Aires. O amistoso contra Benim, vencido por 3 a 0, funcionou menos como partida e mais como cerimônia — uma despedida que começou com lágrimas antes mesmo do apito inicial. Ao chegar ao estádio e ver os torcedores, Messi chorou. Durante o hino nacional, chorou novamente, ao lado do técnico Scaloni.
Aos dez minutos de jogo, quando seu nome foi anunciado, o estádio inteiro se levantou. Jogadores dos dois times aplaudiram. Fogos de artifício explodiram no céu. O árbitro parou a partida por um minuto e trinta segundos enquanto abraços tomavam conta do campo. O presidente da Conmebol estava entre os que aplaudiam. A fumaça ainda pairava sobre o gramado quando o jogo recomeçou.
No segundo tempo, Messi foi exatamente quem sempre foi. Cobrou um escanteio pela esquerda que Otamendi completou para abrir o placar. Em seguida, deu o passe para Nico Paz, que disparou um chute no ângulo. Depois, converteu um pênalti com precisão no canto — seu último gol com a camisa albiceleste. Foram suas derradeiras duas assistências e seu derradeiro gol.
Os números que deixa para trás definem uma era: 208 jogos, 126 gols, 66 assistências, uma Copa do Mundo, duas Copas América e uma Finalíssima. Eleito melhor jogador da Copa em 2014 e 2022 — feito que nenhum outro atleta repetiu. Antes da partida, o capitão de Benim lhe presenteou com uma Estátua de Amazonas durante a troca de flâmulas, reconhecendo não apenas um jogador, mas um fenômeno que transcendeu o futebol. Messi disse adeus da única forma que sabia: vencendo, criando e marcando.
A carreira de Lionel Messi pela seleção argentina terminou na noite de terça-feira, 6 de outubro, no estádio Más Monumental em Buenos Aires. A Argentina venceu Benim por 3 a 0 em um amistoso que funcionou menos como partida de futebol e mais como cerimônia de encerramento — uma despedida que o próprio Messi precisou chorar antes mesmo da bola rolar.
Ele chegou ao estádio e viu os torcedores argentinos o saudando. As lágrimas vieram. Depois, durante o hino nacional, ele desabou novamente, assim como o técnico Lionel Scaloni. Aos dez minutos de jogo, quando seu nome foi anunciado, o estádio inteiro se levantou. Jogadores de ambos os times aplaudiram. Fogos de artifício explodiram no céu. O árbitro parou o jogo por um minuto e trinta segundos enquanto abraços e cumprimentos tomavam conta do campo. O presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez, estava entre os que aplaudiam. A fumaça dos fogos ainda pairava sobre o gramado quando o jogo finalmente recomeçou.
Messi terminou sua trajetória com a camisa albiceleste exatamente como havia vivido boa parte dela: no centro das atenções, criando oportunidades, marcando gols. No segundo tempo, ele cobrou um escanteio pela esquerda que fez uma curva precisa, e Otamendi apareceu na área para abrir o placar. Minutos depois, Nico Paz, que havia entrado no lugar de Rodrigo De Paul, recebeu um passe de Messi e disparou um chute da entrada da área que acertou o canto do goleiro beninense. O terceiro gol veio de um pênalti que Messi converteu com precisão no ângulo, aos vinte e cinco minutos do segundo tempo. Foram suas últimas duas assistências e seu último gol com a Argentina.
Os números que Messi deixa para trás definem uma carreira que poucos atletas conseguem alcançar. Em duzentos e oito jogos, ele marcou cento e vinte e seis gols e distribuiu sessenta e seis assistências. É o maior artilheiro da história da seleção e o líder em assistências. Conquistou uma Copa do Mundo, duas Copas América e uma Finalíssima. Na Copa do Mundo, marcou vinte e um gols — apenas Mbappé, com vinte e dois, o ultrapassou. Ele foi eleito melhor jogador da Copa em duas ocasiões, em dois mil e quatorze e em dois mil e vinte e dois, feito que nenhum outro atleta conseguiu repetir.
A Argentina encerrou a data Fifa com três vitórias em três jogos. Além de Benim, a equipe de Scaloni goleou a Bolívia por quatro a zero e Burkina Faso por sete a zero. Mas nenhuma dessas vitórias carregava o peso emocional da última. Antes da partida, o capitão de Benim, Sessi D'Almeida, presenteou Messi com uma Estátua de Amazonas durante a troca de flâmulas. Era um gesto que reconhecia não apenas um jogador, mas um fenômeno que transcendia o futebol.
O jogo em si foi uma demonstração de classe. Messi tentou de fora da área nos primeiros minutos, cobrou faltas, fez lançamentos em profundidade, correu pelas costas da defesa. Benim chegou a criar oportunidades — Olaitan teve uma chance clara na pequena área no primeiro tempo — mas o goleiro Dibu Martínez manteve a Argentina segura. Quando a Argentina finalmente abriu o placar no segundo tempo, tudo que se seguiu foi inevitável. Paz ampliou com um golaço. Messi marcou seu último gol. Os torcedores explodiram. Ele havia dito adeus da única forma que sabia fazer: vencendo, criando, marcando.
Citações Notáveis
Messi chorou antes da partida ao ver os torcedores argentinos o saudando na chegada ao estádio, e desabou novamente durante o hino nacional— relato do jogo