Messi se despede da Argentina após 21 anos; relembre sua estreia desastrosa com expulsão em 45 segundos

Entrei e me mandaram embora, nunca mais vão me chamar
O que Messi pensou nos 45 segundos que durou sua estreia desastrosa pela Argentina em 2005.
Mark

Como é possível que alguém expulso em 45 segundos na estreia se torne o maior jogador da história da seleção?

Mimi

Porque o que importa não é como você começa, mas o que você faz depois. Messi poderia ter desistido naquele dia em Budapeste, mas não desistiu.

Luke

Mas precisamos ser claros: a fonte cita apenas uma entrevista de 2019 onde Messi fala sobre o impacto psicológico. Não sabemos exatamente o que ele pensou nos dias seguintes, se recebeu apoio da confederação ou se simplesmente continuou sendo convocado.

Mark

Então a narrativa de "superação" é mais nossa interpretação do que um fato documentado?

Mimi

Parcialmente. O fato é que ele continuou sendo convocado e se tornou artilheiro histórico. Como isso aconteceu — os detalhes psicológicos, as conversas nos bastidores — isso não está no registro.

Luke

Exatamente. Sabemos que em 2005 foi expulso, sabemos que em 2026 se despede como lenda. O que aconteceu nos 21 anos do meio é história confirmada. O que ele sentiu é apenas o que ele disse uma vez em uma entrevista.

Mark

E a expulsão em si? Há algo que sugira se foi justa ou não?

Mimi

O árbitro alemão Markus Merk considerou um golpe no rosto suficiente para expulsão direta. Pela regra, estava correto. Mas era claramente um lance acidental, não uma agressão deliberada.

Luke

Concordo, mas novamente: estamos interpretando "acidental". O que a fonte diz é que Messi "acertou com o braço no rosto do adversário" enquanto tentava se desvencilhar. Isso é o fato. Se foi intencional ou não, o árbitro decidiu naquele momento.

  • A despedida de Messi pela seleção argentina acontece nesta terça em amistoso contra Benim, encerrando 21 anos de história no Monumental de Nuñez.
  • O contraste é quase cruel: o mesmo jogador que foi expulso em menos de um minuto na estreia sai agora como maior artilheiro e lenda máxima da Albiceleste.
  • Em 2019, Messi revelou o peso psicológico daquele início desastroso — 'Pensava que nunca mais me chamariam' —, expondo a fragilidade por trás do ícone.
  • A Confederação Argentina não desistiu do jovem prodígio, e ele respondeu com Copas Américas, uma Copa do Mundo e recordes que parecem impossíveis de superar.
  • A despedida desta terça será tudo aquilo que a estreia não foi: celebração, gratidão e a consciência coletiva de que uma era irrepetível chega ao fim.

Há histórias que começam em colapso e terminam em eternidade. Lionel Messi, expulso em 45 segundos em sua estreia pela Argentina em 2005, encerra nesta terça-feira 21 anos de trajetória pela Albiceleste no estádio Monumental de Nuñez, em Buenos Aires, carregando títulos mundiais e recordes que redefiniu o que significa vestir a camisa azul e branca. Entre aquele adolescente humilhado em Budapeste e o homem que se despede hoje, há uma das maiores narrativas de redenção que o esporte já produziu.

Lionel Messi encerra nesta terça-feira sua passagem pela seleção argentina em amistoso contra Benim no estádio Monumental de Nuñez, em Buenos Aires. São 21 anos de trajetória que o consagram como artilheiro histórico da Albiceleste, com títulos da Copa América e da Copa do Mundo no currículo. O começo dessa história épica, porém, não poderia ter sido mais humilhante.

Em 17 de agosto de 2005, um Messi de 18 anos entrou em campo contra a Hungria em Budapeste, vindo do banco de reservas. No seu primeiro lance com a bola, tentou uma arrancada típica, se chocou com o húngaro Vilmos Vanczák e acertou o rosto do adversário com o braço. O árbitro não hesitou: expulsão direta. Tempo em campo — aproximadamente 45 segundos.

O impacto foi profundo. Anos depois, Messi admitiria ao TyC Sports: 'Pensava: entrei e me mandaram embora, nunca mais vão me chamar. Foi terrível.' Para um adolescente recém-chegado ao palco internacional, aquela humilhação poderia ter encerrado tudo.

Mas não encerrou. A Confederação Argentina continuou convocando o jovem prodígio, e ele respondeu com gols, títulos e recordes. O desastre da estreia tornou-se apenas uma nota de rodapé estranha na carreira de um dos maiores jogadores de todos os tempos. Quando Messi pisar no gramado pela última vez com a Albiceleste nesta terça, a despedida será tudo aquilo que aquele início não foi.

Lionel Messi encerra nesta terça-feira sua passagem pela seleção argentina em um amistoso contra Benim no estádio Monumental de Nuñez, em Buenos Aires. São 21 anos de trajetória que o deixam como artilheiro histórico da Albiceleste, carregando na bagagem títulos da Copa América e da Copa do Mundo — prêmios que selam seu lugar entre os maiores jogadores que já vestiram a camisa azul e branca. Mas o começo dessa história épica não foi nada épico. Na verdade, foi desastroso.

Em 17 de agosto de 2005, um Messi de apenas 18 anos recebeu sua primeira convocação para a seleção profissional. Vinha em alta: um mês antes havia sido artilheiro da Copa do Mundo sub-20 com seis gols, e no Barcelona já havia feito sua estreia no futebol profissional alguns meses antes. O técnico José Pekerman o escalou para um amistoso contra a Hungria em Budapeste, mas começou no banco de reservas.

A Argentina vencia por 2 a 1 quando, aos 29 minutos do segundo tempo, Messi entrou em campo no lugar de Lisandro López. Vestia a camisa 18. O que aconteceu depois virou lenda — mas não pela razão que se esperaria. No seu primeiro lance tocando na bola, o jovem tentou aquela que se tornaria sua marca registrada: uma arrancada rápida deixando marcadores para trás. Desta vez, porém, a jogada não terminou em gol. Tentando se livrar do húngaro Vilmos Vanczák, Messi acertou o rosto do adversário com o braço. O árbitro alemão Markus Merk não hesitou. Expulsão direta. Tempo em campo: aproximadamente 45 segundos.

O impacto psicológico foi imediato e profundo. Anos depois, em 2019, Messi recordaria aquele momento em entrevista ao jornal argentino TyC Sports com uma franqueza que revelava quanto a experiência o havia marcado. "Pensava: 'Entrei e me mandaram embora, nunca mais vão me chamar'. Foi terrível", disse. Para um adolescente que acabava de chegar ao palco internacional, a humilhação de ser expulso em menos de um minuto poderia ter encerrado tudo ali.

Mas não encerrou. A Confederação Argentina de Futebol continuou chamando o jovem prodígio. E ele continuou respondendo. O desastre da estreia não se transformou em profecia autorrealizável. Em vez disso, tornou-se apenas uma nota de rodapé — estranha, quase cômica — na carreira de um dos maiores jogadores de todos os tempos. Messi seguiu sendo convocado, seguiu jogando, seguiu marcando gols. Conquistou títulos. Quebrou recordes. Virou lenda.

Nesta terça-feira, quando ele pisar no gramado pela última vez com a Albiceleste, aquele menino de 18 anos expulso em 45 segundos estará muito longe. No seu lugar estará um homem que redefiniu o que significa jogar pela Argentina, que carregou a seleção nas costas em momentos cruciais e que deixa um legado que transcende números e troféus. A despedida será tudo aquilo que a estreia não foi.

Pensava: 'Entrei e me mandaram embora, nunca mais vão me chamar'. Foi terrível
— Lionel Messi, em entrevista ao TyC Sports em 2019
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